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Portugal está “numa terceira fase de crescimento” da pandemia, avisa epidemiologista

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Rodrigo Antunes / Lusa

O epidemiologista do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Baltazar Nunes.

“Estamos numa terceira fase de crescimento” de novos casos de covid-19, garante Baltazar Nunes, epidemiologista do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

O número de novos casos voltou a aumentar esta sexta-feira, batendo o recorde em cinco meses. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal registou mais 780 casos e seis óbitos nas últimas 24 horas.

Na habitual conferência de imprensa, o epidemiologista e estatístico Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, garante que “estamos numa terceira fase de crescimento” de novos casos de covid-19. O especialista alerta que, sem vacina, a única arma que temos para fazer frente aos próximos tempos são as medidas de saúde pública.

Nunes argumenta que a primeira fase ocorreu entre março e abril, a segunda entre maio e junho, sobretudo na região da Lisboa e Vale do Tejo, e a terceira começou em finais de agosto.

O valor médio do R, entre os dias 9 e 13 de setembro, foi de 1.15″, disse Baltazar Nunes, citado pelo Diário de Notícias. Isto significa que o número de pessoas que cada infetado contagia ao longo do tempo está a aumentar. O indicado é mais elevado no Alentejo (1.45) e mais baixo no Norte (1.10).

“A evolução desta terceira fase de crescimento vai depender muito da efetividade das medidas de saúde pública que estão implementadas ou que estão planeadas para ser implementadas, nomeadamente, as que estão associadas ao estado de contingência, as que correspondem às medidas em contexto escolar e à efetividade da identificação dos casos, do seu seguimento e do seu isolamento”, explicou o epidemiologista.

Ainda assim, Baltazar Nunes adianta que Portugal está “em linha com o contexto europeu”, onde o número de novos casos diários tem igualmente vindo a aumentar nas últimas semanas.

A ministra da Saúde, Marta Temido, defende que “está nas mãos de cada um de nós controlar a doença”, apelando às medidas higiene, desinfeção e distanciamento. Além disso, recomenda o uso da aplicação móvel de rastreio de contactos Stayaway Covid.

  ZAP //

8 Comments

  1. Até hoje não me parece que os confinamentos e outras medidas restritivas tenham dado qualquer resultado positivo.
    Vir para a opinião pública arrotar postas de pescada daquilo que estamos cansados de ouvir, também não me parece que venha a dar resultados positivos.
    Eu gostaria era que aparecesse alguém com soluções efectivas, uma cura, um medicamento que a OMS e a DGS aceitem, agora vir apavorar mais o povo não me parece boa ideia.
    Chega de tantos iluminados a dar palpites, dêem soluções, é de soluções que a crise carece, a vacina feita à pressa não vai resolver grande coisa, se não for ainda pior a emenda que o soneto.
    É a minha opinião.

    • Só disparates. Ainda bem que o povo não governa. O que seria de nós. Se não sabe, não diga disparates. Pensa que uma vacina ou uma cura surge assim de um dia para o outro?! Enfim.

      • Você é a prova viva de um iluminado idiota que não entende o que está escrito e vem para aqui descarregar as suas frustrações parvas de forma arrogante.
        Não aceita uma opinião mas emprenha pelos ouvidos com aquilo que outros iluminados vêem dizer, é típico de quem não pensa pela sua cabeça, mas está certo, é esse tipo de pessoas que governam e por isso estamos num caos controlado para pior.
        Ainda pior é que se torna cobarde porque se sente protegido por não se identificar, escondendo-se por detrás de um pseudónimo parvo.
        Einstein disse que há duas coisas que se consideram infinitas, o universo e a estupidez humana. Em relação ao universo ainda está por provar, quanto à estupidez humana, vocé é a prova viva disso mesmo.
        Cresça e apareça…

        • Olha lá ó besta estúpida, devido a seres como tu é que esta [email protected] continua como está, tu antes de falares [email protected] devias era de estar pelo menos um dia inteiro dentro de uma unidade de cuidados intensivos a limpar e a lavar os pacientes com COVID,de certeza que mudavas de opinião, cabeça de BURRO, aliás, chamar-te isso é insultar os pobres animais.
          Trata-te rapaz.

            • As “medidas restritivas” que vossa Excelência critica, permitiu minimamente, de limitar no possível o numero de infectados e de mortes. Não é preciso tão pouco ter a quarta classe para compreender esse facto…..vá tenha calma e volte para a Escola !

            • Será que tem razão?
              Permitiu “de limitar”?
              A propósito, delimitar escreve-se tudo junto, devia estar mais atento…
              Essa é a opinião de quem emprenha pelos ouvidos e não pensa pela sua própria cabeça, mas cada um tem direito à sua “própria opinião”.

          • “permitiu minimamente, de limitar no possível o numero de infectados e de mortes.” Ah sim claro, vê-se nas estatísticas no número de mortes na maioria dos países da Europa, incluindo a Suécia e a Bielorrússia. Se a quarentena funcionasse o Peru e a Argentina (que tiveram as medidas mais restritivas do mundo) teriam reduzido o número de mortes, quando aconteceu (e ainda acontece) o contrário. Quer discutir números? Quer discutir factos?

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