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PGR falou com Marcelo sobre encenação de Tancos dois meses antes das primeiras detenções

(dr) presidencia.pt

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o ex-ministro da Defesa, José Azeredo Lopes

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu na quinta-feira pela primeira vez que soube das suspeitas de que o reaparecimento do material bélico de Tancos teria sido encenado pelos militares, em conjunto com os ladrões, dois meses antes de a informação ter sido divulgada.

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De acordo com o Público, a revelação foi-lhe feita a 25 de julho de 2018 pela então procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal. Em setembro, Marcelo soube antes de toda a gente do possível envolvimento do então ministro da Defesa, Azeredo Lopes, no plano da GNR e da Polícia Judiciária Militar para recuperar as armas.

Nas respostas por escrito às perguntas dos juízes do Tribunal de Santarém, que publicou no site da Presidência da República, referiu que “apenas tomaria conhecimento de que poderia ter existido eventual encenação no aparecimento do material no dia 25 de julho de 2018, através da Senhora Procuradora-Geral da República”.

Embora tenha exigido o apuramento dos factos, Marcelo manteve-se calado devido ao segredo de justiça. A 10 de setembro, contudo, disse ter uma “forte esperança” de que a investigação criminal terminasse “dentro de dias ou semanas, e não de meses”.

O chefe de Estado referiu ainda que nunca falou com o diretor da Polícia Judiciária Militar sobre o assunto – apesar da sugestão que Azeredo Lopes lhe fez nesse sentido quando visitou os paióis de Tancos, a 04 de Julho de 2017, depois do furto.

  ZAP //

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