Paulo Manuel José Isabel é o novo diretor da PJ Militar

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O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes

O ministro da Defesa nomeou o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Manuel José Isabel como diretor-geral da Polícia Judiciária Militar, para restabelecer “o normal funcionamento da Polícia Judiciária Militar”.

Numa nota do Ministério da Defesa, o gabinete do ministro Azeredo Lopes, do qual o diretor da Polícia Judiciária Militar depende hierarquicamente, é referido que o ministro tomou a decisão de nomear o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Manuel José Isabel como diretor-geral da Polícia Judiciária Militar, mediante proposta do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

O próximo diretor-geral da PJM vai tomar posse do cargo na terça-feira de manhã, às 10h00, no Ministério da Defesa.

O comandante Paulo Isabel nasceu em Setúbal, em 16 de julho de 1964, ingressando em 1982 na Escola Naval, onde se licenciou em Ciências Militares Navais. Atualmente, coordenava da área de ensino de comportamento humano e administração de recursos no Instituto Universitário Militar.

Nos últimos anos, desempenhou várias funções na Polícia Marítima, polícia de especialidade no âmbito da Autoridade Marítima Nacional. Nos cargos que desempenhou na Polícia Marítima, de 2003 a 2009 e entre 2014 e 2017, participou nas Equipas Mistas de Prevenção Criminal (EMPC), nos distritos de Lisboa, Setúbal e Faro.

A nomeação do novo diretor da Policia Judiciária Militar surge após a detenção do até agora responsável da PJM, coronel Luís Vieira, no âmbito do caso do desaparecimento de material de guerra dos paióis de Tancos.

O ex-diretor da PJM e um arguido civil vão ficar a aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva.

Segundo a PGR, a PJ Militar e elementos da GNR de Loulé terão ajudado o ex-militar que roubou as armas de Tancos a devolver o material, uma forma de desviar as atenções do autor do roubo e de “matar a investigação inicial”.

Luís Vieira confessou a encenação do aparecimento das armas roubadas nos Paióis de Tancos, mas invocou “interesse nacional” para os militares terem feito um “acordo de cavalheiros” com o ladrão das armas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esperar que o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Manuel José Isabel “seja uma boa escolha”, escusando-se a prestar mais declarações sobre a nomeação.

“É uma escolha do senhor ministro da Defesa. Eu espero que seja uma boa escolha. Não tenho mais nada a dizer”, declarou o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas, em resposta aos jornalistas, à saída de uma conferência na Universidade Autónoma de Lisboa. “Nunca comento publicamente matérias das Forças Armadas”, referiu.

Sobre o caso de Tancos, Marcelo limitou-se a relembrar “aquilo que disse desde o princípio”, que “tinha de se apurar tudo até ao fim, doesse o que doesse”, considerando que foi “muito teimoso nessa matéria”.

O Presidente da República nada mais quis acrescentar, realçando que o processo não está concluído: “Já temos uma investigação em curso, e uma investigação avançada, mas não chegámos ao fim do processo”.

ZAP // Lusa

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