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Passos Coelho cancela participação em fórum para afastar “especulações infundadas” sobre o seu regresso

Miguel A. Lopes / Lusa

O antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, decidiu cancelar a presença numa conversa via Zoom agendada para 25 de março, inserida num ciclo denominado “Repensar Portugal”.

Esta quinta-feira, o semanário Expresso adiantou que o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho tinha uma conversa agendada para 25 de março a partir das 18h, via Zoom, integrada na série “Repensar Portugal”, da escola de gestão INSEAD.

No entanto, o ex-governante decidiu cancelar a sua presença no evento, segundo avançou o Observador na noite de quinta-feira. Segundo o jornal online, o antigo chefe de Governo “não gostou de ler especulações infundadas sobre o seu regresso à vida política”.

O antigo líder social-democrata tinha sido convidado para um evento de carácter privado e restrito e não gostou de ler interpretações abusivas sobre a sua participação no fórum digital.

Numa altura em que muitos sociais-democratas já manifestaram abertamente o desejo do seu regresso, voltar à vida política não está no horizonte imediato de Passos Coelho.

Esta situação surge no mesmo dia em que o presidente da Câmara de Cascais, o social-democrata Carlos Carreiras, criticou a liderança do líder do PSD e deixou rasgados elogios ao seu antecessor.

Em entrevista ao ao jornal Público e à Renascença, o autarca disse que estaria na “primeira fila” para receber Passos Coelho se o ex-primeiro-ministro decidisse regressar à política.

“Disse que estaria na primeira fila, quando, e a que lugar, Passos Coelho quiser concorrer, porque acho que lhe devo isso, não enquanto militante do PSD, mas enquanto português”, disse, acrescentando que “foi um grande estadista”, que “teve de ultrapassar dificuldades monstruosas, sempre na defesa dos superiores interesses da República”, mas também “dificuldades na sua vida pessoal”.

Por outro lado, Carlos Carreiras considerou que “não é justo pressionar”, até porque “no caso dele seria contraproducente”. “Passos Coelho responde pela sua cabeça e pela sua consciência. Depende muito da própria análise que ele faz, porque é um ato de vontade. Nunca acreditei em ‘Dom Sebastiões’, nem ele acredita. Agora, se tiver essa vontade, esse ensejo, acho que o país não pode desperdiçar um homem com as capacidades dele”.

Por sua vez, Rio Rio, em entrevista na semana passada ao Observador, admitiu que tem conversado “pouco” com Passos Coelho. “Falámos desde que ele saiu e eu entrei, mas pouco”, atalhou, recusando revelar o conteúdo das conversas, salientando que “isso é da relação dos dois”.

“Ele não anda aí, e bem, a meter-se e a falar e a querer intervir”, afirmou o líder do principal partido da oposição.

Relativamente ao seu eventual regresso, Rio rejeitou comentar. “Isso tem de lhe perguntar a ele, não a mim”, atirou.

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  Maria Campos, ZAP //

 

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