/

Pandemia cancelou 96 mil cirurgias até setembro (mas podem chegar às 150 mil até ao final do ano)

1

Os hospitais públicos fizeram menos 96 mil cirurgias programadas de janeiro a setembro, face ao mesmo período do ano anterior. De acordo com projeções do Ministério da Saúde, este número pode chegar a mais de 150 mil cirurgias canceladas.

Segundo o Jornal de Notícias, o impacto da pandemia foi muito significativo: segundo dados do Portal do Serviço Nacional de Saúde, realizaram-se menos 96 mil cirurgias programadas de janeiro a setembro, uma quebra de 22% face ao mesmo período do ano anterior.

O número tende a agravar-se, uma vez que, esta quarta-feira, a tutela autorizou os hospitais públicos a suspender consultas e cirurgias programadas em novembro.

Estes números podem, assim, ser bastante superiores, com menos 152 mil operações a serem realizadas este ano em relação a 2019, de acordo com a projeção do Ministério da Saúde citada pelo Público.

Segundo as projeções apresentadas na nota explicativa do Orçamento de Estado 2021 para a Saúde, a tutela estima que sejam realizadas menos 12,5% consultas médicas este ano nos hospitais em relação ao ano passado, e menos 21,6% de cirurgias. São menos um milhão e meio de consultas e menos 152 mil operações em relação a 2019.

Do número de consultas previstas até ao final do ano, prevê-se que haja menos 694 mil primeiras consultas (menos 19,4%) e menos 860 mil consultas subsequentes (menos 9,7%). As cirurgias programadas são as que se estimam que tenham uma maior redução: menos 142 mil (menos 23,5%).

O Público avança ainda que se prevê uma redução nos episódios de urgência – menos 1.8 milhões, o equivalente a uma redução de 27,7%.

Em relação aos centros de saúde, a tutela prevê um aumento de 92,2% no número de consultas não presenciais (mais 8,5 milhões). Quanto às consultas presenciais, estima uma redução de 8 milhões de consultas em relação ao ano anterior (menos 39%).

  ZAP //

1 Comment

  1. Quem cancelou foi o poder politico que deve ser responsabilizado criminalmente pelos mortes resultantes desta situação!

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.