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Novo máximo de mortes. São mais 275 óbitos e 11 721 novos casos

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Portugal registou mais 275 mortos e 11 721 novos casos de infeção por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo. É o novo máximo de mortes atribuídas ao novo coronavírus, depois de no sábado terem sido reportados 274 e ultrapassada a barreira das 10 mil mortes.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 10 469 mortes associadas à covid-19 e 636 190 infeções.

Relativamente às 275 mortes registadas nas últimas 24 horas, 125 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 57 na região Norte, 54 na região Centro, 30 no Alentejo, oito no Algarve e uma na Madeira. Não houve registo de mortes na região autónoma dos Açores.

O documento assinala ainda 5.167 recuperados, valor abaixo das infeções, pelo que o número de casos ativos aumenta: são agora 169.230.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções (mais elevado entre os 40 e os 49). O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

As autoridades de saúde têm em vigilância 210.664 contactos, mais 4.432 relativamente ao dia anterior.

De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), que já detetou “a presença da variante da África do Sul também em Portugal”, verifica-se uma “tendência crescente de novos casos ao nível nacional em todas a regiões do país, com exceção da Região Autónoma dos Açores”.

O R(t) nacional encontra-se acima de 1 há 24 dias. Neste período variou entre 1,01 e 1,25. O valor médio do Rt, entre os dias 14 e 18 de janeiro, foi de 1,13 em Portugal, sendo, por regiões, mais alto em Lisboa e Vale do Tejo (1,17), seguindo-se o Norte (1,12), o Centro (1,12), a Madeira (1,08), o Algarve (1,06), o Alentejo (1,05) e os Açores (0,93).

Morreram mais três médicos

A Ordem dos Médicos informou este domingo que morreram mais três médicos vítimas de covid-19, nos últimos dias, e voltou a apelar ao Governo para que melhore as condições de trabalho para reduzir o risco de infeção. Nesta altura há 10 606 profissionais de saúde infetados com covid-19, segundo revelou ao DN a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Depois de expressar uma homenagem pública aos colegas, o bastonário da OM, Miguel Guimarães, também critica que o plano de vacinação contra a covid-19 em Portugal, por “continuar a deixar milhares de médicos de fora desta fase, prejudicando quem está no terreno a salvar vidas”.

Miguel Guimarães reivindicou a vacinação para o setor privado e lembrou que há um total de 6 562 profissionais a ser vacinados. E desses “nem meia centena terão chegado a receber a vacina”, apesar dos números do Governo falaram em 4000.

Presidenciais em pandemia

Em dia de Eleições Presidenciais as restrições mantêm-se e as forças de segurança, nomeadamente PSP e GNR, têm ordens para “a cobrança imediata das coimas”, segundo um despacho do Ministério da Administração Interna. Passeios higiénicos ou com os animais de companhia também exigem comprovativo, tal como já acontecia com as deslocações por trabalho.

Apesar do esperado aumento da abstenção devido à pandemia, a Comissão Nacional de Eleições garante a segurança do ato eleitoral deste domingo.

  ZAP //

2 Comments

  1. Os infectados hoje são menos… É normal, ontem foi dia de reflexão, por isso o vírus esteve a pensar onde vai atacar. Amanhã ainda serão menos, porque hoje foi dia de eleições e os teste estiveram de folga. Depois de amanhã… É como diz o Costa, logo se vê.

  2. O Covid-19 é um grande filósofo e pensador. Pôde dar-se ao luxo de comer filhoses e leitão durante o Natal, para atacar no período mais temível do ano – o Inverno.
    Mas está a falhar… às vezes, não mete óleo no motor do carro.

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