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“Não há dinheiro para isso”. Afinal as taxas moderadoras na Saúde não acabam já

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Mário Cruz / Lusa

O fim das taxas moderadoras nos centros de saúde vai ser faseado, não entrando em vigor já em 2020, como previa um projeto de lei do BE aprovado no dia 14 no parlamento, noticia hoje o semanário Expresso.

De acordo com o jornal, que cita fonte governamental, o executivo deu indicações ao PS para alterar, na especialidade, o diploma do Bloco de Esquerda que previa a eliminação já em 2020 do pagamento das taxas moderadoras nos centros de saúde e em consultas no Serviço Nacional de Saúde.

Não há dinheiro para isso“, disse a fonte do executivo ao Expresso, revelando que a isenção do pagamento das taxas moderadoras, que custa “cerca de 150 milhões de euros/ano”, vai ser “faseada”.

Esta alteração acontece numa altura em que os partidos estão a debater na Assembleia da República, em sede de especialidade, a aprovação de uma nova Lei de Bases da Saúde.

Depois de frustadas as negociações do PS com os partidos à sua esquerda, que pretendiam eliminar a possibilidade de Parcerias Público-privadas (PPP) na área da Saúde, os socialistas estão agora a discutir com o PSD a viabilização de uma nova lei de bases que substitua a que está em vigor, de 1990, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro.

O parlamento aprovou no passado dia 14, na generalidade, o diploma do Bloco de Esquerda que acaba com as taxas moderadoras nos centros de saúde e em consultas ou exames prescritos por profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O projeto foi aprovado com votos contra do CDS-PP e votos favoráveis das restantes bancadas.

O objetivo é que “deixem de existir taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários e em todas as consultas e prestações de saúde que sejam prescritas por profissional de saúde e cuja origem de referenciação seja o SNS”.

No texto, o Bloco propõe a “dispensa de cobrança de taxas moderadoras” no atendimento e outras prestações de saúde no âmbito dos cuidados de saúde primários, bem como em “consultas, atos complementares prescritos e outras prestações de saúde, se a origem de referenciação para estas for o Serviço Nacional de Saúde”.

  // Lusa

5 Comments

  1. Como é que não há dinheiro? OE2020 ainda vai ser apresentado em Outubro e já dizem que não “cacau”, mas para festas, almoços e jantares há sempre nem que tenham de retirar verbas de algum lado. Resumindo: antes de saberem se há ou dinheiro já dizem que não há dinheiro! Que grande imbecilidade!

  2. As taxas moderadoras nasceram para “moderar o uso abusivo (disseram na altura) que os idosos faziam ao marcar consultas quando não estavam doentes, só para conversarem com o médico porque sentiam solidão”.
    Depois “veio o papão estado” e começou a não prescindir desta receita, até para tomar uma injecção tem que pagar a taxa moderadora.
    O povo nem se apercebeu que já paga bastante para a segurança social e foi aceitando mais esta taxa (e outras) que se comportou como uma bola de neve, só aumentou, para o povo pagante (a ADSL não tem esta taxa) e para o encher dos cofres da (in)segurança social.
    Agora o estado quer acabar com esta taxa injusta mas quer substituir a receita por outra coisa com o mesmo valor (ou mais), e o povo vai deixar…
    Grande é este povo que aceita tudo sem reclamar.

  3. Uma vergonha! Só como exemplo: fui á farmácia com receita e cobraram pelo medicamento 1,42 e já tinha pago 2,50 de taxa. Isto porque fui renovar o receituário porque se marca-se consulta seria 4,50 de taxa. É vergonhoso! À meses decidiram anular taxas, agora já não há dinheiro, pergunto: para onde vai o dinheiro dos impostos? Somos dos países que mais cobra impostos estamos no 5º lugar no ranking europeu! Para onde vai o dinheiro que cobram com a utilização das pontes pelos contribuintes, que são milhões todos os anos? Mas há dinheiro aos milhões para meter nos bancos! É vergonhoso! Tenham dó! Recentemente foi criada uma associação para ajudar quem não consegue pagar medicamentos na farmácia. Mais uma! Então o povo é que tem que substituir o estado nestes e n`outros casos? Volto a repetir é uma vergonha!

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