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Na China, já há vacinas para a covid-19 a ser vendidas no mercado negro

Aisha Faquir/World Bank

Há cada vez mais pessoas na China a receber uma das várias vacinas contra a covid-19 – apesar de nenhuma delas ter sido oficialmente comprovada como segura.

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De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, as pessoas estão a ficar durante várias horas à espera numa fila para receber uma vacina contra a covid-19. Segundo o mesmo jornal, cambistas com acesso à indústria farmacêutica estão a cobrar o equivalente a entre 505 e 1.260 euros por uma única injeção.

“Algumas ficaram especialmente gratas por eu ajudá-las”, disse um cambista ao The New York Times.

Outras pessoas estão a receber a vacina através de canais legítimos, embora normalmente precisem de dizer que vão viajar em trabalho para recebê-la.

“Sinto-me mais aliviado agora que tenho proteção”, disse Ethan Zhang, um tradutor de 26 anos, ao mesmo jonral novaiorquino. “Como começaram a usá-lo em algumas pessoas para uso de emergência, isso mostra que há uma certa garantia.”

Três das quatro vacinas candidatas da China alcançaram a fase três dos ensaios, testando-as em dezenas de milhares de funcionários do Governo. Esses testes ainda não foram concluídos – mas Pequim está a pressionar para ter uma implementação rápida de qualquer forma.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a questão de lançar uma vacina em todo o país enfrenta um problema muito diferente: uma parte crescente da população não está disposta a tomar a vacina – pelo menos não algumas das primeiras vacinas disponíveis.

Duas das principais vacinas candidatas anunciaram recentemente que as suas vacinas eram mais de 90% eficazes, de acordo com os resultados do ensaio preliminar da fase três.

A gigante farmacêutica Pfizer anunciou na semana passada os resultados preliminares da fase final dos testes clínicos, ainda em curso, que mostram que a vacina que desenvolveu apresenta mais de 90% de eficácia após a segunda dose. Esta quarta-feira, a empresa anunciou os resultados finais do ensaio: uma eficácia de 95% a partir de 28 dias após a primeira dose.

Na segunda-feira, a empresa de biotecnologia Moderna anunciou que a vacina que está a desenvolver contra a covid-19 revelou uma eficácia de 94,5% nos mais recentes testes experimentais.

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  ZAP //

 

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