Ministério anuncia 42 quilómetros de obra na linha do Douro que não existem

Octávio Passos / Lusa

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques

O Governo anunciou, via Twitter, a eletrificação de 58 quilómetros da linha férrea do Douro. Mas, neste momento, são só 16, avança o jornal Público.

No dia 31 de julho, o ministério do Planeamento e Infraestruturas fez um anúncio na rede social Twitter, intitulado “O que estamos a fazer na linha do Douro”. Este tweet incluía um vídeo promocional, apresentando o projeto para aquela linha férrea, acompanhado de alguns dados.

Além da “modernização das plataformas” e da “sinalização e telecomunicações”, o vídeo avançada também a informação de que estará a ser feita a “eletrificação de 58 quilómetros”.

No entanto, só 16 quilómetros é que estão a ser objeto de obras neste momento, as mesmas que tinham sido consignadas num evento em Marco de Canaveses na sexta-feira, dia 27 de julho – uma empreitada de modernização da linha do Douro entre aquela cidade e Caíde do Rei, adianta o Público.

O diário questionou o Ministério do Planeamento e Infraestruturas de modo a esclarecer esta questão dos números divergentes e, como resposta, recebeu a apresentação feita nesse mesmo evento onde foi anunciada a modernização da obra Marco-Caíde.

A apresentação não só confirma que são 16 os quilómetros que estão a ser intervencionados, como até assume um atraso de dois anos na modernização do troço Marco-Régua (42 quilómetros). Esta secção da linha deveria ter entrado em obras em junho deste ano, segundo o Plano de Investimento Ferroviários 2020, mas a obra só terá início em março de 2020 e a conclusão em março de 2022.

Na verdade, a obra, que segundo o tweet do Governo está já a ser feita, está atrasada dois anos. Atualmente, o troço de 42 quilómetros encontra-se ainda em fase de projeto, devendo a contração da obra ser realizada no próximo ano para a sua adjudicação se concretizar em 2020, ou seja, já depois das próximas legislativas.

A modernização dos restantes 70 quilómetros da linha do Douro continuará, para já, sem efeito, dado que permanece fora das intenções do Governo para a modernização no horizonte 2030, uma vez que que o projeto não foi considerado prioritário pelas Infraestruturas de Portugal.

ZAP //

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9 COMENTÁRIOS

  1. Até quando este povo de EUNUCOS se continua a «pôr a jeito» para ser ???ado por estes VAMPIROS?
    Além de tudo qualquer português que admita estas mentiras e farsas, faz «figura de parvo»!

  2. Mais uma para a coleção.
    Ainda ontem tinha saído o “cromo” da ANPC ter dado o número da Glassdrive para as emergências…

  3. “Ministério anuncia 42 km de obra na linha do Douro que não existem”

    Onde chega a “lata” destes governantes…..
    Como é possível que os Portugueses continuem a aceitar este tipo de governo?
    A quem podemos ir exigir explicações?
    Onde andam os deputados que foram eleitos pela população daquela zona?
    Que defesa ou oposição fazem das populações que os elegeram?
    Este tipo de política não defende os Portugueses!

    Temos que nos unir para mudar este tipo de situação.
    Temos que poder exigir aos nossos representantes (deputados) justificações para as suas atitudes ou falta delas.

    Não estará na altura de nos fazermos ouvir?
    Há que mudar o sistema politico em Portugal e poder “correr” dos cargos que ocupem, aqueles que não cumpram com as promessas ou estejam a prejudicar o país e os Portugueses???
    Queremos pessoas sérias a governar o país.
    Adiram e participem no grupo https://www.facebook.com/groups/1720942634648285/

  4. É pouco.
    Deviam era aproveitar e modernizar até ao final da linha (Pocinho) e já agora refazer a ligação até Barca-De Alva, ligação esta reclamada até pelos Espanhóis para ligação a Espanha e que daria impulso ao turismo no Douro, com todas as estações que antes existiam. Seria favorável ainda para o caso da abertura à exploração das Minas de Ferro de Torre De Moncorvo, para transporte do minério de ferro até aos Portos de Leixões para exportação, assim como de outras mercadorias e produtos regionais (amêndoa, nozes, castanha, azeitona, azeite, uvas, vinho e outros produtos da região).
    Se querem revitalizar o interior, devem apostar nas infraestruturas que permitam melhores ligações do interior do país às grandes cidades, para impulsionar os negócios de quem aposta no interior do país e a criação de empregos, para fixação da população jovem, aumento da natalidade e a revitalização do próprio interior do país.
    Nem só do litoral, se faz Portugal. Portugal é muito mais e merece que o desenvolvamos, para não acabar desertificado.
    Vamos lá repor o que nos foi retirado. Não só a linha do Douro, mas também a de Bragança, Mirandela, do Vouga até Viseu, etc e por ai fora. As linhas férreas merecem ser restabelecidas (até porque o comboio é um transporte rápido, ecológico, barato e eficaz, tanto para pessoas como para mercadorias e outros países mais avançados que nós apostam nele e na sua modernização) e as populações desses locais agradecem.

  5. Estes gajos vao deixar Portugal com o “fio dental” á vista e já se evidenciam as verdades que este desgoverno esconde com mentiras.

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