Marcelo diz que redução do défice é obra deste Governo, apesar do mérito do PSD/CDS

Paulo Cunha / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República reconheceu esta terça-feira o mérito do anterior executivo na diminuição do défice, mas considerou que a redução “é em larga medida obra deste Governo”, que tem seguido a trajetória correta.

À saída da cerimónia de entrega das medalhas de honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre os sinais de alerta que têm surgido nos últimos dias para a economia portuguesa, tendo recordado que quando assumiu funções há um ano muitos diziam que era “rigorosamente e matematicamente impossível” ter um défice em 2016 inferior a 3%.

“E hoje os mesmos dizem: o défice vai ser menos de 3%. Como dizia a OCDE ontem é uma grandiosa realização, o que mostra bem que não se esperava que fosse apontar-se agora para números como 2,3%, que são números impensáveis há um ano e impensáveis há dois, três, quatro, cinco anos no nosso país”, disse.

Para o Presidente da República, “isso é obra, há que reconhecer, do Governo anterior, mas é em larga medida obra deste Governo“.

Marcelo foi ainda questionado sobre a preocupação da agência de notação financeira Moddy’s com a existência em Portugal de “um Governo minoritário que depende de partidos de esquerda que fazem pressão para uma política orçamental mais expansionista”.

“Era um risco, como sabemos, que existiu desde a primeira hora. O que tem sido positivo é que, apesar desse risco de divergência de posições, ter havido uma trajetória – como eu disse ontem – correta. É preciso fazer mais e melhor, mas a trajetória seguida tem sido correta”, defendeu.

O chefe de Estado deu os exemplos positivos da “consolidação orçamental, diminuição do défice e cumprimento dos compromissos europeus”.

// Lusa

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7 COMENTÁRIOS

  1. Sr Presidente., eu não creio, que este governo, mereça tantos louros na descida do defice, como Vª Exª o designa, senão vejamos. O anterior governo, recebeu por herança, um pais falido, c/ um defice de 11%,, Governou ( 3,5 anos ) sobre o garrote da troika, mesmo assim, entregou-o a produzir, c/ credibilidade internacional, c/ juros suportaveis e c/ um defice de 3%, por isso ( 8 pontos percentuais ) a menos do que recebeu, Este agora tem os juros a passar de 4%, e o defice a 2,3 menos 0,7 e como disse apanhou o pais a crescer, pur isso no meu entender não merece tantos louros.

    • Em total contradição com o senhor Manuel Cego, (que parece ser realmente e não só de nome) quando o Sr PM se refere ao ano 2016 (o tal ano que diziam que a geringonça não ia resisitir e não ia atingir os objectivos) dizendo que “é obra, há que reconhecer, do Governo anterior, mas é em larga medida obra deste Governo“, claramente não está a “ver” muito bem. É totalmente responsabilidade deste Governo (PS). Com a agravante do prejuízo que foi a tentiva (por vezes gorada) de reverter os negócios verdadeiramente ruinosos para o país (venda de empresas públicas rentáveis a preço de saldo e o negócio ruinoso e iligal da venda da TAP). Com tantos obstáculos, e com as mesmas artimanhas (chamemo-lhe “contabilidade criativa”) do PSD, conseguiram atingir (alguns d) os objectivos (algo que o PSD/CDS NUNCA conseguiu nos 4 anos e meio de des Governo) que se propuseram, como o défice do ano 2016. Totalmente mérito do PS (e a relação BE e CDU). Esta de dizer que, nas coisas boas, o PSD é responsável e nas más são… os outros; já não pega!
      Quando fala no “anterior governo, recebeu por herança, um pais falido, c/ um defice de 11%”, esquece-se (propositadamente e estratégicamente) que o descalabro vem de trás. De sucessivos Governos do PS, é verdade, mas também de Governos PSD e PSD/CDS (e até de um Governo central)! Não admitir este facto é ser desonesto como o Passos e o Portas (e a maioria dos políticos na praça portuguesa). É verdade que as coisas estavam más e continuam e que o PSD até conseguiu alguns resultados (como diz “o pais a crescer”) mas esquece-se a que custo. O empobrecimento da população, (que foi claramente admitido na camapanha eleitoral do Passos) o convite descarado (directo e indirecto) à emigração, a precariedade no emprego e na população… Portugal cresceu, é verdade. Mas os portugueses ficaram na merd… Ao menos, com este Governo, que segundo o que diz “não merece tantos louros”, consegue atingir os objectivos sem tanto sacrifício do povo português, apesar do Governo anterior dizer que isso deria absolutamente impossível – só havia uma solução: a austeridade cega! O PS (mais os partidos da esquerda, numa verdadeira demonstração daquilo que a democracia realmente é – pluralidade de ideias) provou inequivocamente que é possível chegar-se aos mesmos valores (impostos pela troika e apoiados pelo PSD e CDS) sem ela. É verdade que o crescimento é mais lento. É verdade que os investidores/agiotas têm mais dificuldade em “acreditar” em investimentos no nosso país. Isso tudo é verdade. Mas há uma coisa que muita gente de esquece (especialmente a direita): O país não é só feito de terra, montes casas e mar. Não é feito de números e percentagens que enumera aqui. É feito de portugueses! Quando se é eleito é para servir os portugueses (TODOS!) e não os empresários e os mercados! Mas é curioso como as pessoas se esquecem… O povo só serve para votar em nós. depois disso é dispensável. NÂO! Não é! Eu não sou dispensável, o Marcelo não é dispensável e o senhor Manuel Cego também não!
      Louros? Sim! Todos para este Governo que todos (os que não ganharam as eleições) pensavam que não ia conseguir. Que pensar no povo primeiro seria um disparate. Todos aqueles que pensavam que era preciso ir para além da troika (quanda a troika já teria admitido que havia errado em vários aspectos). Todos esses que têm agora raiva porque afinal havia outra solução (e até há mais!). Esqueceram-se da expressão/frase “Tudo tem solução menos a morte”. Obrigado PS, BE e CDU. Obrigado António Costa por ter conseguido unir aqueles que eram indissociáveis por um bem maior (ou um mal menor)! Ao senhor Marcelo… não merece qualquer agradecimento porque é realmente um catavento. Vira-se sempre para o lado que lhe dá mais jeito. Se fosse o PSD a governar (ainda bem que não é!) este “senhor” estaria a ser acusado de favorecer o Governo assim como é acusado de favorecer este. Não merece agradecimento nem qualquer apreço. É um homem que é adorado pelo povo, porque o sabe manipular bem, mas se o povo soubesse quem ele realmente é…

      Nota: Sr Manuel Cego. Sei que não concorda em absoluto com o que digo e é um seu direito (ainda existente neste estado de direito) mas não se esqueça que o país já estava falido muito antes do Governo do Sócrates. Mas mesmo muito! Culpa de quem? DE TODOS OS GOVERNOS que exerceram quase desde o 25 de Abril, com especial incidência para o antigo PR Aníbal Cavaco Silva que esbanjou os dinheiros da Europa, fez crescer o País (e os bolsos de…) mas esqueceu-se de promover o desenvolvimento. O mesmo “homem” que à pouco se tinha virado para o mar (como PR) mas pagou (uma miséria) para abater a nossa frota pesqueira (como PM). Ficamos cheios de estradas para… lado algum.

  2. “Marcelo diz que redução do défice é obra deste Governo, apesar do mérito do PSD/CDS”. Eu diria melhor: …diz que redução do défice é obra deste Governo, apesar do PSD/CDS terem feito de tudo para que isso não fosse possível!

  3. A coligação de interesses (exploradores/corruptos/parasitas), que esteve no poder durante a última legislatura, sugou a base da pirâmide social, com medidas que levaram centenas de milhar de famílias à ruína e milhões de portugueses ao desespero. Foram cúmplices na vinda da Troika, tão só para salvar os bancos, arruinados por gestores corruptos que hoje vivem principescamente, com rendimentos e reformas obscenas, à custa do sofrimento de milhões de portugueses expoliados dos seus direitos e de recursos adquiridos com o seu trabalho ao longo da vida.

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