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Marcelo anuncia fim das reuniões do Infarmed (e diz que os comboios não são a origem dos surtos)

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António Pedro Santos / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou, esta quarta-feira, o fim das sessões epidemiológicas para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal. Vários partidos criticaram a decisão, à exceção do PSD.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou esta quarta-feira o fim das sessões epidemiológicas para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, dez reuniões e 128 dias depois do primeiro caso registado no país.

“Terminamos hoje uma experiência de vários meses, iniciada no final de março, em pleno Estado de Emergência”, disse Marcelo à saída da décima reunião sobre a situação epidemiológica, que juntou especialistas, líderes políticos e parceiros sociais. “É possível dizer, desde já, como foi muito importante este conjunto de sessões epidemiológicas.”

Marcelo realçou que estas sessões permitiram “um contacto aberto entre especialistas e decisores políticos” e facilitaram “a convergência e a unidade de análise, a troca de pontos de vista e até a convergência da decisão”. “Foi fundamental durante o Estado de Emergência e na transição para o estado de calamidade.”

Foi uma experiência única não verificada em nenhum outro país europeu e que saiba nenhum outro país no mundo”, acrescentou o Chefe de Estado.

Segundo o jornal Público, os partidos políticos lamentaram o fim das reuniões, à exceção do PSD. André Ventura, líder do Chega, queixou-se de ter sido surpreendido pela notícia já cá fora, depois de no interior do auditório do Infarmed não ter sido marcada nova data para outra reunião.

Já sobre a região de Lisboa e Vale do Tejo, Marcelo Rebelo de Sousa frisou, à saída da reunião, que “não existe ligação entre transporte ferroviário e o surto pandémico“, citando um estudo apresentado esta quarta-feira no Infarmed.

“Foi apresentado um estudo que parece demonstrar que não há ligação entre o transporte ferroviário, isto é, por comboio, as linhas no quadro desta região, e o surto pandémico. É um dado novo que não era conhecido, mas que foi estudado de forma quantificada”, afirmou.

O Presidente referiu que “a região de Lisboa e Vale do Tejo mereceu uma atenção particular” nesta sessão e, no retrato dessa situação, foi assinalado “o peso que veio a ganhar ao longo das últimas semanas” a população que tem entre 20 e 30 anos.

Os especialistas consideram “que a coabitação é o fator mais importante em termos de explicação causal dos surtos surgidos, logo seguida da convivência social, que tem vindo a ganhar importância”.

No que diz respeito ao transporte ferroviário, Marcelo acrescentou que o estudo apresentado mostra que “linhas que à partida se consideraria de risco maior” para a propagação da doença representam afinal um risco “escassíssimo” e não constituem “um fator causal determinante ou decisivo”.

O chefe de Estado referiu ainda que há dados que mostram que a situação na região está a evoluir favoravelmente. “O R nacional é agora de 0,8 e de 0,97 na região de Lisboa. Olhando para os últimos dias, há uma estabilização e uma tendência, embora ligeira, de aparente descida.”

  ZAP //

2 Comments

  1. Quanto mais leio os discursos deste senhor,mais me convenço do grande circo que o país se tornou.Também acho que a posição de um presidente não é ser porta voz de todos os setores do governo ou melhor,desgoverno.

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