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Marcelo admite confinamentos locais, fala em “reta final” e aponta à “recuperação social”

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ppdpsd / Flickr

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República afirmou esperar que o estado de emergência esteja a caminhar para o fim, sem dar como certo que esta seja a sua última renovação, e admitiu confinamentos locais para conter a covid-19.

“No dia 6 de novembro de 2020 decretei o segundo e mais longo estado de emergência que hoje conhece aquela que desejaria que fosse a sua última renovação até às 23:59 do próximo dia 30 de abril”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.

O Presidente da República recorda os tempos difíceis e faz um apelo. “Foram mais de cinco meses de Estado de Emergência e quase três de confinamento geral. Menos restritivo, mas mais intenso do que há um ano. Agora que o desconfinamento deve seguir, de forma gradual e sensata”, realça.

Desta forma, Marcelo pede “um último esforço”, e aponta que 2021 terá de ser “o início da reconstrução”.

Dirigindo-se aos portugueses, o chefe de Estado acrescentou: “Para tornar impossível o termos de voltar atrás, para que o estado de emergência caminhe para o fim, para que o desconfinamento possa prosseguir sempre com a segurança de que o calendário das restrições e os confinamentos locais, se necessários, garantem um verão e um outono diferentes”.

Marcelo chamou “a atenção para as solidões dramáticas dos mais idosos” e “frustrações irreversíveis” provocadas pela obrigatoriedade de isolamento. E disse mesmo que “a economia demorará a recuperar, a sociedade demorará muito mais”.

“O caminho que se segue vai ser muito trabalhoso”, alertou. Estamos no “começo da ponta final do período mais difícil da vida coletiva desde a gripe espanhola, com mais mortes do que a Grande Guerra ou as lutas africanas de há sessenta anos”, observou.

Esta é a 15.º vez que Marcelo Rebelo de Sousa decreta o estado de emergência no atual contexto de pandemia de covid-19, para permitir a adoção de medidas que implicam restrições de direitos, liberdades e garantias.

  Ana Isabel Moura, ZAP // Lusa

 

 

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