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Estado de emergência. Maioria dos portugueses concorda com novas medidas de restrição

Mário Cruz / Lusa

Uma sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã revela que a maioria dos portugueses concorda com o regresso ao estado de emergência e com as restrições impostas pelo Governo.

De acordo com o Correio da Manhã, 76,8% dos inquiridos concorda com o regresso ao estado de emergência, 67,4% considera benéfica a limitação de circulação entre concelhos e 70,4% vê o recolher obrigatório como uma necessidade.

Relativamente à comunicação, mais de metade dos portugueses (53%) consideram que o Governo explicou mal as regras.

Numa conferência a 12 de novembro, o primeiro-ministro António Costa reconheceu algumas falhas na comunicação das medidas a aplicar durante o estado de emergência. “A culpa é toda minha porque certamente que foi o mensageiro que transmitiu mal a mensagem. E, portanto, nada como corrigir a mensagem”, afirmou.

A sondagem revela ainda que 5,9% dos portugueses consideram que o primeiro-ministro é responsável pelo avanço da pandemia, 4,3% atira as culpas à Diretora-Geral da Saúde Graça Freitas e um terço acha que a culpa é do Governo.

Quase 30% dos inquiridos considera que o aumento de casos e de óbitos é culpa dos portugueses.

Segundo o CM, 88,7% dos inquiridos defende que a medida de requisição de profissionais de saúde ao setor privado ou de funcionários públicos que se encontram em teletrabalho para ajudar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve ser aplicada de imediato.

Já 96,1% considera que os hospitais privados devem ajudar na resposta à pandemia por indicação do SNS.

Já relativamente às escolas, 74,1% dos portugueses considerara que as escolas devem continuar abertas, garantindo o ensino presencial.

Mais de metade dos inquiridos afirmou ter alguém das suas relações próximas que já esteve infetado. Apenas 5,5% tiveram alguém próximo que acabou por morrer devido à covid-19.

  ZAP //

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