João Araújo luta contra um cancro mas não morre sem libertar Sócrates

José Sena Goulão / Lusa

João Araújo, advogado de José Sócrates, durante um encontro com a imprensa

O advogado de José Sócrates é, neste momento, quase tão famoso como o seu cliente. João Araújo apareceu há dias num programa de entretenimento na RTP e é agora alvo de um artigo da revista cor-de-rosa Nova Gente, onde fala da circunstância de sofrer de cancro.

“Estou a tratar um cancro e está a correr tudo bem. Não morro sem libertar o meu cliente”, constata João Araújo na publicação.

O advogado de José Sócrates não dá sinal de fraqueza, apesar do cancro da próstata que tem combatido, nos últimos anos.

Os médicos ter-lhe-ão dado um ano e meio de vida, mas João Araújo já ultrapassou essa barreira e continua a trabalhar, ainda para mais num complicado e moroso processo como é o de José Sócrates e que o obriga a condições de elevado desgaste, fruto das viagens entre Lisboa e Évora, para reunir com o ex-primeiro-ministro no Estabelecimento Prisional onde continua detido.

ZAP

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12 COMENTÁRIOS

    • O cancro deve estar debelado… Mas, se tenciona atacar militarmente a cadeia de Évora, o factor cancro são peanuts…

      Mas, custa-me a acreditar que tenha como diz a tal doença, pois é do conhecimento comum que fumar per si só faz mal ainda lhe dá mais com o tabaco.

  1. Tenho piorrreia
    aqui das se consultas ou posso morrer? Afinal o Sócrates vai ser mesmo condenado, pois alguém tem dúvidas que estes políticos e seus superiores que deveriam ser seus colegas de cela e que pairam impunes sobre nós.
    Já ninguém deveria ter dúvidas destes vanpiros.
    Bom nome para um disco.
    Amigos maior que o pensamento. Vem amigo vem.
    Abram os olhinhos.

  2. Saúdo a Ana Horta e deixo também a minha mensagem de esperança a mais uma vítima desse terrível infortúnio. Acreditem no que quiserem, mas mantenham a esperança e o optimismo todos aqueles que com ele se confrontarem. Parafraseando o Prof Sobrinho Simões, a ‘cura’ depende em boa parte do pescoço para cima.

  3. DEUS é Grande.
    João Araújo será totalmente curado e José Sócrates será libertado sem acusação formada por inexistência de provas.
    Não tenham duvidas.

    • ARC: ele é grande? e onde está,que ninguem o vê? muito gostava que ele acordasse e que viesse cá abaixo por ordem nesta bandalheira de ladrões,que por todo o mundo;todos com a MANIA DE MORRER RICO,e ATROPELAM TUDO E TODOS; PARA MORRER RICOS, OS PATIFES! Mas acha que deve ele estar morto,já há muitos séculos,e ninguem nos disse nada,é o que me parece;

  4. Vejo que é um lutador. A doença é má mas há-de vence-la. Sorte e ânimo. Quanto ao resto….mando-lhe o que escrevi sobre Sócrates. Sei que está longo mas….toda a minha vida, que já vai longa, também, tive atitudes, admito, que quixotescas, de tomar a defesa de quem está impedido de se defender. Pelo menos como deve ser. Daí a razão da minha atitude. Não deve servir para nada mas…desabafei.
    JOSÉ SÓCRATES CONTINUA BONECO DE FEIRA
    Foi como intitulei um dos primeiros comentários que fiz ao que se passava com o ex-primeiro ministro, que continua a ser acusado, de tudo e mais alguma coisa. Volto ao mesmo assunto, por não concordar com a evolução (ou estagnação ?) que o processo apresenta. Até as bolas atirada ao “boneco” de tão repetitivas já cansam..

    Poucas vezes o nome de alguém tem sido mais enxovalhado e posta em dúvida a honorabilidade do seu portador. A juntar a todos os crimes de que é acusado sem que, até aqui -23/07/15 – o tenham conseguido provar, vem agora Pedro Reis, advogado do senhor José Manuel Ricciardi, em nome deste, lançar mais achas para a fogueira – “Desporto” que parece ter-se tornado viral, dada a forma como José Sócrates é atacado pela nossa Imprensa. Especialmente a manhosa, transformada em autentico Correio da Manha.

    Começa por considerar que a defesa de José Sócrates “Transpõe os limites do ridículo, na esteira da que tem vindo a promover na Operação Marquês’” (ainda sem julgamento marcado. Lembro eu). Depois, fala “no triste ensaio de envolver terceiros nas responsabilidades próprias”. Ora é precisamente o que este comunicado faz.

    Continuando a aproveitar o texto apresentado pelo advogado Pedro Reis direi: “É tempo do Dr. José Maria Ricciardi e o seu advogado, compreenderem que qualquer imputação que façam em desabono ou desfavor do Eng. José Sócrates tem, como único efeito, a sua valorização pública tornando-o até, para esta, dada a “ferocidade” como o atacam, uma vítima e não um réu. Pelo menos enquanto não conseguirem apresentar provas credíveis e irrefutaveis da prática dos crimes de que o acusam.Assim, tal atitude, “Transpõe os limites do ridículo”, na esteira que a defesa do Dr. José Ricciardi tem vindo a promover, quando no processo em que este está está referenciado.

    Repito: concordo, desde que existam “indícios indiscutíveis” de crime, que o responsável por ele, seja detido e castigado. Não posso é concordar que alguém,”sem julgamento”, “sem culpa formada”, “sem provas devidamente concretizadas”, “sem que lhe deem oportunidade de se defender”, “sem ter sido constituído arguido”, “apenas por indícios”, “por duvidosas ilações”, em grande parte ocasionadas pela frustração causada a carentes de protagonismo.

    É o lugar que conseguiu alcançar . primeiro ministro – o mediatismo obtido com tal facto que origina o processo que lhe foi movido, que seja “crucificado” na praça pública. Que Senhores Juízes Desembargadores, mostrando espírito brincalhão, pouco habitual nesta classe, para recusarem um harbeas corpus, o classifiquem como sendo apenas um conjunto de “presunções ilícitas, de rabos de gatos, de cabras e cabritos, das inevitáveis mulheres de César e de outras de semelhante juridiscidade”.

    Olhando toda esta agressividade e o facto de Sócrates, ao fim de mais de sete meses, ainda não ter sido julgado, leva-me a pensar ter sido uma precipitação a prisão preventiva que lhe foi imposta. Situação em que não quero crer. Isto porque, tendo dos Senhores Juízes Rosário Teixeira e Carlos Alexandre a melhor impressão, custa-me acreditar, como já ouvi,que tenham mandado prender José Sócrates, digamos,” à consignação”, impulsionados pelo raciocínio: “Temos muita prática e capacidades invulgares de investigação. Preso já está. Agora tratamos de arranjar maneira de mostrar que não nos enganámos.” E aqui é que a porca….perdão, as coisas, emperraram.

    O apelidado CASO SÓCRATES está, infelizmente pois seja qual for o seu desfecho vai deixar desagradáveis recordações em todos por ele abrangidos, longe do seu fim. As
    acusações por palpites, antipatia pessoal, inveja ou por ser um meio de dar nas vistas ou vender jornais, continuam. Diz a Justiça que, mesmo sobre suspeita, uma pessoa é
    considerada inocente até prova em contrário. Por essa razão irei fazer como os “carrascos” de Sócrates. Não me calarei. Desta vez a inspiração foi o Dr.José Maria Ricciardi.
    Mas tenho mais de reserva.

    Para me dar força, pelo menos enquanto as coisa se mantiverem como estão, refugio-me na nossa Constituíção que diz, no número 2 do seu artigo 32º o seguinte: “Todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação, devendo ser julgado no mais curto prazo compatível com as garantias de defesa”. Ou seja, e utilizando uma vulgar expressão, “é inocente até prova em contrário”.Quer dizer, não existindo prova em contrário, sentença condenatória”,Isto é o que o Povo inculto, crédulo, lê e considera que é para seguir à risca. Mas está iludido.

    O que está na Constituição, nem sempre é para ser seguido religiosamente.. Os Senhores Juízes, consoante as suas conveniências, quer dizer, complexidade dos processos, porque a sua Lei lhes permite, interpretam a Constituição como entendem. Por vezes de forma bem diferente da que Ela e a Opinião Pública, intoxicada por notícias escolhidas a dedo e abundantemente divulgadas por um tendencioso correio da manha, lhes impõe. Mas comportamento diferente do que está estabelecido, também se encontra no Plenário da Assembleia da República.

    Lê-se que,ironizando sobre a polémica à volta da violação do segredo de justiça no caso Sócrates,a Senhora Procuradora Geral da República Joana Marques Vidal atirou:

    O Ministério Público e a Procuradora-geral em concreto têm procurado reagir a essa violação, instaurando os respectivos processos. E, em termos internos, apelando para que não se verifique essa violação. Preocupa-nos as violações que têm ocorrido neste. Espero chegar ao final do mandato mais contente do que estou agora. Em termos internos, o MP tem feito um grande esforço para adoptar procedimentos que previnam estas violações.“Os espanhóis [que têm investigado grandes escândalos de corrupção envolvendo os principais partidos políticos] têm um problema de corrupção, os portugueses têm um problema de violação do segredo de justiça”.

    Todavia, apesar das fugas de informação a que se tem assistido, sempre hóstis a José Sócrates e aproveitadas para o atacarem, sempre há quem veja todo este caso sem espírito de perseguição ou “revanchismo”.

    No blog VAI E VEM, que devido à sua qualidade passou a ser, mesmo sem pedir licença mas convencido de que não serei censurado por esta liberdade, a minha fonte de informação e consulta preferida, li a transcrição de parte de um editorial escrito pelo Jornalista André Macedo no Diário de Notícias dia 22/07, que “chama a atenção para uma situação que se vive actualmente em Portugal (mas não apenas no nosso País), sem talvez nos apercebermos do seu alcance.Tem a ver com a multiplicação no espaço público de referências à justiça, ao mesmo tempo que vimos assistindo ao declínio das ideologias e dos partidos, e ao enfraquecimento das instituições de supervisão e de controle social. A entrevista da ministra da Justiça ao Público e à Renascença dá razão a estas inquietações.

    E continua André Macedo: Também em Portugal não há dia em que não surjam notícias de investigações e suspeitas ligando estes dois mundos poderosos: o da política e
    o dos negócios. Enquanto as investigações decorrem e o tempo que consomem incentiva a especulação, provocando uma terrível erosão na credibilidade das instituições e nos sujeitos a essas investigações, convém não formar juízos de culpabilidade que mais tarde se podem revelar injustos, mas entretanto fatais, para os seus alvos.”

    Posto isto, tomando o citado editorial como referência, lembro o ditado: PARA BOM ENTENDEDOR MEIA PALAVRA BASTA. Espero que quem o leia, o seja.

    Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

    • Realmente não cola com a realidade… Já interferiram no processo mais de 30 Srs Magistrados e o Chaubet ainda se confunde com um, o único que votou contrário… Pela Stª Maria das Gertrudes Alfarrobas de Ziães.
      Mas que treta é essa de ‘condenado na praça pública’? Não sei se na Ásia ou África ou talvez mesmo em algum país árabe haja essa figura judiciária. Agora na Europa?
      Não será antes conversa de encantar meninos(as) adultos?

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