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Japão vai retomar exportações de arroz produzido em Fukushima

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808armada / Flickr

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O Japão vai retomar, esta semana, a venda a Singapura de arroz produzido na região de Fukushima, naquela que será a primeira exportação do cereal cultivado na zona desde o desastre nuclear, informou a televisão NHK.

O Japão viu-se obrigado a suspender as suas exportações de arroz procedente de Fukushima depois do sismo seguido de tsunami de março de 2011, que danificou a central nuclear da zona, devido à preocupação dos países importadores relativamente à possibilidade de os cereais estarem contaminados por substâncias radioativas.

O receio levou ao cancelamento das vendas ao exterior – as quais era superiores a 100 toneladas anuais e tinham como principais destinos os territórios vizinhos de Hong Kong, Taiwan e Singapura.

Apesar disso, o Governo japonês decidiu autorizar a distribuição de arroz e de outros produtos da região de Fukushima no mercado nacional desde que submetidos a estritos controlos de segurança.

A Federação de Cooperativas Agrícolas conseguiu agora convencer as autoridades de Singapura sobre a segurança do arroz da região e está a negociar com outros países a possibilidade de retomarem as importações de arroz, segundo a NHK.

A primeira carga de arroz de Fukushima com destino a Singapura, com cerca de 300 quilos, será “rigorosamente analisada” para garantir que não está contaminada com materiais radioativos, segundo indicaram fontes do mesmo organismo à televisão estatal japonesa.

Os agricultores da prefeitura japonesa, que já retomaram exportações de outros produtos, como pêssegos e maçãs, estão confiantes de que vão poder alargar as suas vendas de arroz a “mais países asiáticos” em breve, segundo as mesmas fontes.

O acidente na central nuclear de Fukushima, na sequência do sismo e do tsunami de 11 de março de 2011, libertou quantidades enormes de substâncias radioativas – o que forçou centenas de milhares de residentes a abandonarem a zona -, e figura como o pior acidente nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

As emissões e derrames resultantes afetaram gravemente a agricultura, gado e pesca local.

/Lusa

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