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Japão diz que é seguro libertar água radioativa de Fukushima no Pacífico

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Ministério da Administração Interna e Transportes do Japão / Wikimedia

Vista aérea da central nuclear de Fukushima

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão afirmou esta segunda-feira que é seguro libertar água contaminada de Fukushima no Oceano Pacífico, de acordo com o jornal local Japan Today.

A central nuclear, recorde-se, sofreu um grave acidente a 11 de março de 2011 depois de ser afetada por um terramoto de magnitude 9 e um tsunami.

De acordo com o Governo japonês, que cita um sub-comitê especializado do Executivo, o risco para a saúde humana seria “significativamente pequeno“.

Segundo explicaram, a libertação da água radioativa de Fukushima no Oceano Pacífico ao durante um ano equivaleria a uma pequena parte dos mesmos níveis de radiação aos quais os seres humanos são naturalmente expostos.

Os níveis anuais de radiação próximos ao ponto potencial de libertação da água são estimados entre 0,052 e 0,62 microsieverts no mar e 1,3 microsieverts na atmosfera, bem abaixo 2.100 microsieverts com que as pessoas estão normalmente em contacto, detalharam os governantes citados pelo Japan Today.

Apesar de o Governo japonês frisar que não tomou ainda nenhuma medida sobre a libertação de água radioativa, os pescadores locais são contra a medida, mostrando-se preocupados com eventuais consequências para a atividade piscatória.

Além disso, alguns membros do sub-comitê pediram mais informações sobre o impacto que a libertação da água teria sob diferentes condições de correntes oceânicas e meterológicas, bem como sobre a quantidade de radiação à qual as pessoas seriam expostas após o consumo de peixes e algas.

A água em causa foi utilizada para arrefecer os reatores nucleares da central e contém materiais radioativos. Atualmente, está armazenada nas instalações da centra nuclear.

Contudo, o espaço está a esgotar-se rapidamente, chegando o líquido acumulado a mais de 100 toneladas no total. Prevê-se que os últimos tanques fiquem completos até ao verão de 2022, situação que levará o Governo japonêes a tomar uma decisão.

  ZAP //

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