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Israel quer vacinar metade da população até ao fim de janeiro. Pandemia deverá ficar “para trás” em março

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Amir Cohen / EPA

Benjamin Netanyahu foi o primeiro israelita a ser vacinado

Com quase 9 milhões de habitantes, Israel deu início ao seu programa de vacinação. O Governo já faz previsões positivas e assegura que se tudo correr bem, a pandemia no país está quase no fim.

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Desde o início da vacinação, que o sistema de saúde de Israel já administrou mais de 400 mil vacinas. Este é o país onde o processo de vacinação está a ocorrer de forma mais rápida.

Segundo uma análise da Universidade de Oxford, Israel apresenta a maior taxa proporcional de vacinação, uma vez que 4,37% da população já foi imunizada. De seguida no ranking aparece o Barein (3,15%), Reino Unido (1,18%) e Estados Unidos (0,59%). Atualmente, quase 5 milhões de pessoas de 43 países já foram vacinadas contra a covid-19.

O governo israelita abriu postos de vacinação 24 horas por dia, 7 dias por semana, para tentar acelerar a processo de imunização. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro do país, quer também que sejam aplicadas cerca de 150 mil doses diárias da Pfizer/BioNTech ainda em 2020.

Se assim for, a vacinação de metade da população pode ficar terminada até ao final de janeiro. De acordo com um relatório da Universidade Duke, nos EUA, Israel já comprou doses suficientes para imunizar toda a população inteira.

Até agora, Israel garantiu 8 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech, 6 milhões da Moderna (já autorizada nos EUA) e 10 milhões da AstraZeneca-Oxford (não autorizada em nenhum país ainda).

O país registou quase 400 mil casos de covid-19 e 3.210 mortes, vivendo ainda um cenário onde está a haver um constante aumento do número de infeções. O avanço da pandemia levou o governo a iniciar no último domingo aquele que espera ser o último confinamento geral.

A quarentena vai durar pelo menos três semanas e tem como objetivo conter os contágios que estão a subir em grande escala, sobretudo nas duas últimas semanas, disse o Ministério da Saúde de Israel.

As vacinas representam uma “possibilidade muito alta de este ser o nosso último confinamento”, referiu Sharon Alroy-Preis, diretor dos serviços de saúde pública do ministério, à Rádio do Exército.

Se tudo ocorrer conforme está a ser planeado, Netanyahu afirmou que a imunização em massa e o controlo das infeções poderiam permitir que o país suspendesse em março de 2021 a situação de emergência que vigora desde o início da pandemia.

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Caso o processo funcione, também poderia ajudar a uma possível reeleição de Netanyahu, após alguns passos menos positivos que incluem a suspensão do primeiro confinamento, a adoção inconsistente de restrições à circulação de pessoas e a lenta recuperação económica.

“Assim que terminarmos esta fase, em 30 dias podemos sair da pandemia do novo coronavírus, abrir a economia e fazer coisas que nenhum país pode fazer”, disse Netanyahu num discurso feito na televisão.

  Ana Moura, ZAP //

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