Governo já admite transferir doentes com covid-19 para outros países

Tiago Petinga / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, assumiu que o Governo está a “equacionar” pedir ajuda internacional para eventualmente transferir doentes com covid-19 para hospitais de outros países.

“O Governo português está a acionar todos os mecanismos de que dispõe, designadamente no quadro internacional, para garantir que presta a melhor assistência aos utentes”, afirmou Marta Temido, num programa de informação da RTP sobre a pandemia.

Questionada pela jornalista Fátima Campos Ferreira sobre se o Governo está a “equacionar pedir ajuda internacional” ou “ajuda europeia” para “enviar doentes” para outros países, Temido considerou que esse cenário está a ser equacionado.

“Estamos num extremo de uma península e, portanto, com maiores constrangimentos geográficos, mas de qualquer forma, há mecanismos e há formas de obter auxílio e de enquadrar formas de colaboração e, naturalmente, que as estamos a equacionar“, admitiu a ministra ao considerar, contudo, que é preciso ter a “consciência de que a situação europeia é toda ela preocupante”.

Há camas, o que é difícil gerir “são os recursos humanos”

Na mesma entrevista, a ministra da Saúde referiu também que, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), existem cerca de 5.600 pessoas internadas por covid-19 e mais de 760 em unidades de cuidados intensivos.

“Nunca esta realidade foi sequer imaginável como possível no contexto de planos de catástrofe dos hospitais“, apontou Temido na RTP.

Nós temos camas disponíveis, o que muito dificilmente conseguimos ainda gerir são os recursos humanos”, disse ainda, falando de “um caminho difícil”.

Temido também assumiu que “o SNS tem dificuldades que existem no dia-a-dia, independentemente da pandemia“, citando como um dos problemas o facto de ter “muitos poderes” e de assentar em “profissionais que foram treinados para terem toda a componente da decisão nas suas mãos”, o que complica quando é preciso “tomar decisões em rede”.

“É criminoso” dizer que houve falta de planeamento

Sobre as críticas de falta de planeamento por parte do Governo e das autoridades de saúde, para fazer face ao disparo dos números da pandemia, Temido respondeu que “é criminoso” dizer isso.

É criminoso para quem, diariamente, nos mais variados serviços, faz um esforço enorme para organizar e preparar as coisas”, apontou.

“Fomos, muitas vezes, forçados a ir fazendo em tempo real“, destacou ainda.

Em Portugal, já morreram 10.721 pessoas infetadas com covid-19 e contabilizam-se 643.113 casos de infeção, de acordo com os dados da Direção-Geral de Saúde.

  ZAP // Lusa

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27 COMENTÁRIOS

    • Para mim o mais inconsciente de todos foi O PM devia saber bem que duma maneira geral os Portugueses nao teriam a força de ter cuidados no Natal e Ano Novo, logo nunca medidas menos severas nessas datas. Eu e muita gente de certeza previu que isto iria acontecer. Para mim falha muito grave de um governente.

      • Esta miserável medida de Costa de condescender no Natal, é responsável por milhares de mortos que têm que lhe ser imputados e acrescentados aos que morreram nos incêndios, por descalabro na proteção civil, composta por boys nela introduzidos dois ou três meses antes.

        • O que fazer perante isso? Dar uma vassourada a todos os corruptos? Se fizeram merda (em) todos os anos, e ninguém mexeu o cu, não é agora que lhes serão atribuídas as devidas e merecidas responsabilidades. Mas, enfim, só não se pode manifestar quem morreu carbonizado e também quem morreu com um vírus que a China criou deliberadamente. A ordem do momento é matar as potências mais fracas.

    • A piquena, agora, está enrascada? Enquanto andou armada em menina birrenta sabe-tudo, melhor fôra que, perante o que estava acontecendo lá fora e, como ministra que a “tacharam” ser, tivesse estudado, antevisto e adequado uma necessária e dimensionada estratégia de ataque, em vez de andar a correr atrás do prejuízo, qual barata tonta. E viva o costinha, maestro e protetor de alguns músicos cacofónicos!

  1. Isto tem sido um total desgoverno mas também deveria refletir-se sobre a nossa classe médica. 2020 foi o ano em que mais profissionais saíram do SNS!
    Em grande medida temos uma classe médica garimpeira. Que apenas procura o dinheiro. Não são todos, felizmente, mas muitos não olham a mais nada.
    E isto apenas é possível porque os sucessivos governos teimam em não abrir mais Faculdades de Medicina. Espero que a atual pandemia tenha posto a nu a necessidade imprescindível de possibilitar aos diversos grupos de saúde privados a operar na saúde em Portugal criar as suas próprias faculdades e deste modo resolver o problema da saúde de vez em Portugal, formando mais profissionais

    • Essa dos 42% é tudo treta. Logo se seguida vem outra sondagem que só fala em 35%. Já nas anteriores legislativas chegaram a dar-lhe 43% e depois teve pouco mais de 36%. Isto é tudo ilusionismo para tentar camuflar a miséria que vai no país.

  2. Portugal na linha da frente no que respeita ao comércio externo… Portugal importa refugiados e exporta doentes Covid… Há que sair da zona de conforto e aproveitar as novas oportunidades! (Zé Trókastes)
    E aproveitar o comércio das máscaras para iniciar um novo negócio.(Marta Diztemido).

    • E importa ciganos, pretos e etc q só vivem há custa do trabalhador português…ao qual o estado não se importa de lhes pagar, priorizar em vez de fazer algo pelos nossos sem abrigo, pela população portuguesa em risco de extrema pobreza.

      É isto q o estado fecha os olhos porque para eles e preferível ficar bem visto aos olhos da UE.

      Os milhões q são desviados pelas minorias anualmente dava para construir mais uma dúzia de hospitais pelo país e isto não estaria a acontecer…mas não, e preferível um cigano ou um preto de bairro ameaçar médicos e funcionários do hospital para passar há frente e com certeza lhes fazem esse favor.

      Estamos num país ridículo atualmente, mas as pessoas continuam cegas, se eles querem direitos também tem q cumprir deveres, coisa inexistente para minorias. Tadinhos, são minorias e aproveitam-se disso no maior gozo.

      E o país q temos, em vez de defender os nossos, preferimos sustentar os oportunistas (Catarina furtado, Rita Ferro, alguns amiguinhos do PS e PCP, incluindo as minorias coitadinhas, chorosas e criminosas).

      • Alguém toca na Catarina Furtado ?! Nem pensar. Temos que trabalhar, aguentar com os impostos e calar. É este parasitismo que o André quer combater. Pobre país. Assim, não passamos desta pobreza portuguesa.

          • Tenho a certeza de que, se o Mentura abandonasse a linha do Trampas, passasse a ser menos linguarudo e mais Ventura e prosseguisse uma política ide inclusão (todos diferentes, todos iguais) mas que, concomitante e progressivamente, fosse arrumando a casa, expulsando os imigrantes delinquentes e/ou criminosos, que parasitam a Sociedade, para que passássemos a ser um País produtivo ao invés de subsídio dependente. Tudo isto, com uma necessária purga para combater toda a corrupção amplamente difundida (mas, para isso, seria necessário o moço não estar na mão de ninguém…), ou me engano muito, ou arrebataria completamente o eleitorado.

    • Com esta de enviar doentes Covid para outros países, estamos a dar uma imagem de incompetência e de atraso do país. Hão-de pensar que somos uma “capoeira” que nem médicos e equipamentos temos. Um terceiro mundismo às portas da Europa. Será que a corja governativa já está a usar todos os recursos do setor hospitalar privado ou, por fanática ideologia, prefere enviar os doentes para outros países?

  3. Convém recordar que o atual governo já vai na segunda governação, na primeira entrou de assalto e uma das coisas que o senhor Costa afirmou foi fazer voltar ao país pelo menos parte dos enfermeiros e médicos que o senhor Passos Coelho convidara a sair, contudo, não disse que P.C. governou sob a alçada da troika imposta ao país devido uma vez mais a uma péssima governação dos socialistas, recebeu o país com uma inflação de 12 ou 13% e entregou-o ao senhor Costa a 3%, apesar disto o tal prometido retorno de profissionais de saúde continuou por cumprir, tentou, creio que em fins do primeiro mandato iludi-los penso que com uma simples isenção de impostos por dois ou três anos, mas eles mandaram-no ir gozar outro, nada do Covid 19 existia nessa altura, portanto hoje perante uma catástrofe desta natureza estamos apenas em primeiro lugar no mundo como mau exemplo. Conclusão, vigarices e falsas promessas nada resolvem, podem servir apenas como isco para captar eleitores, lá virá o dia em que o povo terá que abrir os olhos!

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