Governo estuda compra de mais vacinas de ARN mensageiro para evitar atrasos

João Sena Goulão / Lusa

As autoridades de saúde portuguesas estão a estudar a compra de mais vacinas de ARN mensageiro, que até agora não têm revelado efeitos secundários tão graves como a vacina da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

A notícia é adiantada esta quinta-feira ao Diário de Notícias por especialistas, que sugeriram às autoridades de saúde que sejam estudadas outras opções, como a compra de mais vacinas de ARN mensageiro, uma vez que são necessárias vacinas para as populações mais jovens.

“É uma das propostas que está agora em cima da mesa das autoridades”, disseram os especialistas, acrescentando que esta solução seria uma “forma de avançar com o processo sem contratempos”.

Por outro lado, há quem defenda que esta pode não ser a solução mais rápida. “Todos nós desejamos, nesta altura, a compra de mais vacinas, mas se forem adquiridas agora não chegam amanhã e nós precisamos de começar a vacinar população mais jovem”.

Para estes especialistas, a solução passa por adaptar as vacinas já disponíveis aos grupos que é necessário vacinar de imediato.

Portugal poderá avançar para esta solução através da aquisição feita pela União Europeia (UE), uma vez que é uma questão de optar mais por umas vacinas do que por outras, embora as de ARN sejam de dose dupla.

A UE anunciou esta semana a compra de mais 100 milhões de vacinas à Pfizer, passando para 600 milhões de vacinas o total que deve receber até ao final do ano.

A Comissão Técnica de Vacinação esteve reunida na quarta-feira para avaliar a situação da vacina da Johnson & Johnson, mas que não foi tomada uma decisão oficial, o que só deverá acontecer esta quinta e sexta-feira.

Fonte da task force referiu, contudo, que o que está planeado e agendado é a distribuição desta vacina para as Administrações Regionais de Saúde (ARS) já a partir da próxima semana para que comecem a ser administradas à faixa etária considerada prioritária na segunda fase do plano de vacinação – os maiores de 70 anos.

DGS começa a vacinar quem tem entre 16 e 79 anos

A Direção-Geral de Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira que atualizou as normas de vacinação contra a covid-19 devido a uma maior disponibilidade de doses e vai começar a vacinação de pessoas entre 16 e 79 anos.

Em comunicado, a DGS indica que, na segunda fase do plano de vacinação, são definidas duas estratégias distintas: “a vacinação por faixas etárias decrescentes, até aos 16 anos, e de pessoas com 16 ou mais anos e que tenham doenças com risco acrescido de covid-19 grave ou morte”.

Entre as doenças que darão prioridade na toma da vacina, independentemente da idade, conta-se a diabetes, obesidade grave, doença oncológica ativa, transplantação e imunossupressão, doenças neurológicas graves e doenças mentais, refere.

Além disso, aqueles que recuperaram de infeção por covid-19 “há pelo menos seis meses” também estão incluídos na segunda fase de vacinação, “de acordo com o grupo prioritário ou a faixa etária a que pertencem”.

A DGS anunciou ainda que, quando for iniciada a administração de doses a pessoas com menos de 60 anos, “a vacinação será feita com apenas uma dose, independentemente da vacina”.

“O Plano de Vacinação é dinâmico, evolutivo e adaptável à evolução do conhecimento científico e à calendarização da chegada a Portugal das diferentes vacinas contra a covid-19”, explica a entidade, sublinhando que o objetivo é “salvar vidas, através da redução da mortalidade e dos internamentos” e “preservar a resiliência do sistema de saúde e do sistema de resposta à pandemia e do Estado”.

Governo diz que não haverá falta de profissionais

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou esta quarta-feira que não haverá falta de profissionais de saúde no processo de vacinação contra a covid-19, sublinhando a existência de diferentes mecanismos legais de contratação.

“Não haverá, garantidamente, qualquer tipo de dificuldades nesta matéria [profissionais de saúde], sendo necessários nas diferentes carreiras, nomeadamente médicos, enfermeiros e assistentes técnicos e operacionais cerca de 4.700 profissionais”, afirmou Lacerda Sales no final da cerimónia de entrega da Bolsa D. Manuel de Mello, no Porto.

Destes 4.700 profissionais de saúde necessários, o governante especificou que 2.500 são enfermeiros, 600 médicos e, os restantes, assistentes operacionais e técnicos.

Lembrando a existência de diferentes mecanismos legais de contração, o secretário de Estado sublinhou já terem sido dadas orientações nesse sentido, estando as administrações regionais de saúde “no terreno” para essas mesmas contratações. “Não será por falta de profissionais que haverá qualquer restrição ao processo de vacinação”, reforçou.

Lacerda Sales acrescentou ainda que “tudo aquilo” que a task force necessitar em termos de recursos humanos, o Governo dará suporte.

Maria Campos Maria Campos, ZAP //

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