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Estados Unidos deixam de testar pessoas sem sintomas

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Daniel Pockett / EPA

As pessoas que estiveram em contacto com um caso positivo, e que não apresentam nenhum sintoma, “não precisam necessariamente de fazer um teste”.

O The New York Times avança que, esta segunda-feira, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos alterou as suas diretrizes sobre o novo coronavírus. Assim, as pessoas que não têm sintomas, mesmo que tenham sido expostas ao vírus, não precisam de ser testadas.

As pessoas que estiveram em contacto próximo com um caso positivo “não precisam necessariamente de fazer um teste” se não tiverem sintomas, lê-se nas novas diretrizes, que adiantam que as exceções podem ser feitas para indivíduos “vulneráveis” ou se o teste for recomendado por uma autoridade de saúde.

Alguns especialistas defendem que esta nova abordagem pode atrasar tratamentos cruciais e apressar a propagação do vírus. É o caso de Krutika Kuppalli, um médico de doenças infecciosas em Palo Alto, na Califórnia, que considera esta nova medida “potencialmente perigosa“.

Ao diário norte-americano, Daniel Larremore, matemático e modelador de doenças infecciosas da Universidade de Colorado, disse que “qualquer movimento agora para reduzir os níveis de testes, mudando as diretrizes, é um passo na direção errada“.

Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que os assintomáticos entre os 20 e os 49 anos estão a impulsionar a pandemia.

“As pessoas nos 20, 30 e 40 anos estão cada vez mais a liderar a transmissão. Muitos não sabem que estão infetados. [E isso] aumenta o risco de passar [o novo coronavírus] aos mais vulneráveis: os idosos, os doentes em cuidados de longa duração, as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas e em áreas mais pobres”, disse o diretor regional da OMS para o Pacífico Ocidental, Takeshi Kasai, numa conferência de imprensa virtual.

O Observador destaca, no entanto, que, apesar das mudanças, o Instituto Nacional de Saúde do país anunciou, há poucas semanas, o programa de Aceleração Rápida de Diagnósticos (Radx), para ampliar os testes nas próximas semanas e meses.

No site da agência Radx, as autoridades frisam a importância de priorizar testes que podem “detetar pessoas que são assintomáticas”.

  ZAP //

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