Erdogan acusa altos responsáveis do Governo saudita da morte de Khashoggi (mas iliba o rei)

unaoc / Flickr

Recep Erdogan, Presidente da Turquia

A Turquia, pela voz do seu Presidente, acusou nesta sexta-feira “os mais altos níveis do Governo saudita”, de ter encomendado o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, morto há um mês em Istambul, no consulado da Arábia Saudita.

“Sabemos que os executores do crime estão entre os 18 suspeitos detidos na Arábia Saudita. Também sabemos que estes indivíduos vieram [até à Turquia] para cumprir uma ordem: matem Khashoggi e saiam“, escreveu o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, num artigo de opinião publicado no Washington Post.

“Finalmente, sabemos que a ordem para matar Khashoggi veio dos mais altos níveis do Governo saudita”, acrescentou.

Apesar de apontar o dedo aos cargos superiores do Governo saudita, Erdogan isentou o rei Salman de qualquer responsabilidade sobre o crime.”Não acredito nem por um segundo que o rei Salman tenha ordenado o golpe contra Khashoggi”, afirmou o líder.

A Arábia tem apresentado inúmeras justificações para. morte do jornalista saudita. A mais recente admite um crime premeditado. Inicialmente, o reino negou qualquer envolvimento no desaparecimento do jornalista, afirmando que Jamal Khashoggi teria saído do consulado da Arábia Saudita, em Instambul, ainda com vida.

Mais tarde, e depois de as autoridades terem corrigido a versão inicial, dando conta que o jornalista morreu no edifício, revelaram que a morte tinha ocorrido na sequência de uma “luta” corpo a corpo, entre agentes sauditas e Khashoggi – teria sido um acidente.

Recentemente, e depois de a Sky News avançar que os restos mortais do jornalista terão sido encontrados esta terça-feira no jardim da casa do cônsul da Arábia Saudita em Istambul, o Reino tem uma nova versão dos acontecimentos – um crime premeditado.

“Os restos de Khashoggi devem ser encontrados o mais rápido possível e devolvidos à sua família para que possa enterrá-lo como merece”, disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Robert Palladino, em conferência de imprensa na quinta-feira em Washington.

O jornalista saudita, que colaborava com o jornal The Washington Post, estava exilado nos Estados Unidos desde 2017 e era um reconhecido crítico do poder em Riade.

ZAP //

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8 COMENTÁRIOS

  1. Washington Post mais um outlet de propaganda de extrema esquerda. Dai tanta indignação, com outras mortes nunca ouvi tanto teatro

      • M. F. alguma vez leu o WP para dizer que não? Não é o WP que ainda há dias defendeu a politica de descriminação racial na entrada em universidades como Harvard a chamada “affirmative action”? Para mim racismo, distinção entre raças é extremismo

      • Eu! voce nunca diz nada de jeito. Ninguem disse que o jornalista nao morreu. Apenas quando uns morrem é noticia ficam todos a espumar, quando outros morrem ja ninguem liga

        • E achas que a tua avaliação sobre os meus comentários é importante para mim?!
          A tua opinião é completamente irrelevante!!
          De resto, continuas a desconversar e a chamar propaganda a tudo e a todos – parece que andaste na mesma escola do Maduro e companhia!…

  2. Isto não é futebol… É política. Nem tudo que acontece de errado com a nossa “equipa” passa a estar certo só por ser da nossa côr. A isso chama-se desonestidade intelectual.

    O que interessa se é de esquerda ou direita, pra cima, pra baixo ou ao contrário… Se o que está em causa é um crime de assassinato. O que você diz tem tanto sentido como alguém se chegar ao pé de si no funeral da sua mãe e dizer “pra quê tanta choradeira? Nunca o vi chorar assim com outras mortes”.

  3. Espero que este assassinato ignobil e demonstrativo do caracter assassino do reino saudita, sirva para que surjam grupos armados que combatam esta seita criminosa e terrorista que governa a arabia saudita. Espero também que alguem ou alguma organização consiga capturar alguns deste altos responsaveis e que os decapitem, desmembrem e os dissolvam em acido, e isto inclui o presuntivo herdeiro

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