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Declarações de Marcelo sobre futuro do PSD causam mal-estar. Rio desvaloriza

José Coelho / Lusa

O Presidente da República disse que as autárquicas terão uma “leitura nacional”, sem esquecer a situação do PSD, o que causou mal-estar no seio da direção do partido. O líder social-democrata preferiu desvalorizar.

Na passada quinta-feira, em entrevista à RTP, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de recordar que, depois das eleições autárquicas, o PSD irá discutir o seu futuro e a sua liderança. Sobre o atual líder, Rui Rio, o Presidente acabou por deixar uma indireta: “É preciso ver se ele não quer ou não pode [continuar]”.

Dentro do quartel-general social-democrata, estas palavras causaram algum mal-estar. “Foi uma maldade. Mas, infelizmente, não surpreende”, disse ao jornal online Observador um alto dirigente do partido.

“Foi uma interferência completamente desnecessária”, considerou ainda outra fonte da direção do PSD.

Em declarações ao mesmo jornal digital, o principal visado tentou desvalorizar, dizendo que o chefe de Estado tem a sua “total concordância”.

“O Presidente da República disse que as eleições autárquicas terão uma leitura nacional e é verdade. Também disse que poderei ter condições para continuar ou entender não ter condições para continuar. E ainda ainda acrescentou que o mais plausível é eu continuar. Não concordo a 30%. Concordo a 100%“, afirmou Rio.

Ao Observador, fonte próxima do Presidente da República reconheceu que este “está preocupado com o momento do partido, que tem noção de que as próximas eleições internas são um momento decisivo e que sabe que precisa de uma alternativa forte à direita”.

O jornal online acrescenta que, olhando para as hipóteses em cima da mesa, aos olhos do chefe de Estado, que também já esteve ao leme do PSD, só um nome parece ter condições para fazer isso acontecer: o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

  ZAP //

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