Circulação entre concelhos proibida ao fim de semana. Governo admite novo confinamento

Mário Cruz / Lusa

A circulação entre todos os concelhos com mais de 240 casos por cem mil habitantes fica proibida durante o fim de semana. Governo admite um novo confinamento.

António Costa falou esta quinta-feira ao país após a reunião do Conselho de Ministros ter terminado no Palácio Nacional da Ajuda. O primeiro-ministro anunciou, em conferência de imprensa, as medidas que vão vigorar no novo estado de emergência, que foi prolongado por Marcelo Rebelo de Sousa até ao dia 15 de janeiro.

O chefe do Governo começou por explicar a razão pela qual se prolongou o estado de emergência por apenas sete dias e não os habituais 15 dias, como tinha sido feito até agora. “Todos entenderam aguardar pela próxima semana para dispor de dados mais sólidos sobre o período de Natal”, esclareceu.

António Costa antecipou ainda que o número de casos de covid-19, nas últimas 24 horas, ronda novamente as 10 mil infeções. Face a isto, o primeiro-ministro argumenta que alargar o estado de emergência foi uma boa opção.

“Os números de ontem e hoje são muito distintos e dispares dos do início da semana”, diz Costa. “Temos que ver o que é efeito da maior circulação, o que é efeito de as pessoas terem testado menos no período das festas”, acrescentou, antes de salientar que 91% dos casos são testes realizados anteontem.

Uma das medidas decididas durante o Conselho de Ministros foi proibir a circulação entre todos os concelhos com mais de 240 casos por cem mil habitantes durante o fim de semana. Esta condicionante deixa de fora apenas 25 concelhos. Além disso, também será imposta a proibição de circulação na via pública após as 13h.

Os concelhos que ficam livres são: Alcoutim, Aljezur, Almeida, Arronches, Barrancos, Carrazeda de Ansiães, Castanheira de Pêra, Castelo de Vide, Coruche, Ferreira do Alentejo, Freixo de Espada à Cinta, Lagoa, Manteigas, Monchique, Odemira, Pampilhosa da Serra, Proença-a-Nova, Resende, Santiago do Cacém, Sardoal, Sernancelhe, Sines, Torre de Moncorvo, Vila de Rei e Vila do Bispo.

Em cima da mesa estará alargar as restrições aplicadas ao fim de semana aos restantes dias da semana.

Como já tinha sido equacionado, Costa diz que “pode ser útil não esperar por dia 15 para tomarmos novas decisões e que possam ser tomadas na sequência do que se vier confirmar a dia 12”, prometendo “ir ajustando medidas à evolução da pandemia”.

“A situação, não estando ainda totalmente clarificada, indicia que há um agravamento da situação e que provavelmente teremos de adotar medidas mais restritivas a partir da próxima semana”, disse António Costa, apontando para a reunião no Infarmed, no dia 12, que poderá ser decisiva para um eventual agravamento antecipado das medidas.

“Provavelmente temos de adotar medidas mais restritivas”, avisou Costa, equacionando o retorno a um confinamento total, como o que se verificou em março, mas ressalvando o primeiro-ministro que, ao contrário do que aconteceu nessa altura, este não deverá “perturbar o normal funcionamento das escolas”.

O regime presencial deverá manter-se, com o encerramento das escolas a ser descartado, por agora.

O primeiro-ministro anunciou que marcou uma reunião de emergência da comissão permanente de concentração social já para amanhã.

Questionado sobre o impacto das medidas do estado de emergência na campanha e nas eleições presidenciais, Costa realçou que “a lei do estado de emergência não permite qualquer tipo de restrição à atividade política”.

Costa terminou a conferência de imprensa reafirmando a sua confiança na ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, após o caso do Procurador Europeu. O primeiro-ministro garante que a líder da pasta da Justiça “agiu corretamente” e que só por isso é que se fala sobre o assunto.

  Daniel Costa, ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Os governantes são tão burros como a maior % da população portuguesa. Estavam á espera de quê? Voçês são eleitos para proteger, garantir seguração do povo. Estão no governo para quê? Para Roubar? Para isso não obrigado.

    • “Os governantes são tão burros como a maior % da população portuguesa.”
      “Voçês…”
      Nota-se logo que fazes parte dessa “maioria”!…

  2. Governo, burro, deixem circular o vírus e as pessoas não vêem, que os confinamentos só dão cabe da economia. Reforma no SNS, urgente. Mas deixem o povo na sua liberdade, não aos confinamento s.

  3. O Costa mais parece uma barata tonta que um chefe de um governo que faz parte da UE no Século XXI.O problema é que o povo também não está a ajudar.

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