Carlos César tece elogios a Costa e avisa eventuais sucessores: “Vão ter de esperar um bocado”

Tiago Petinga / Lusa

Carlos César, presidente do PS, antecipou, em entrevista ao Público e à Renascença, que o primeiro-ministro António Costa poderá candidatar-se e vencer uma eleição para um terceiro mandato.

Em entrevista ao jornal Público e à Renascença, Carlos César, presidente do PS, teceu elogios ao trabalho do primeiro-ministro e admitiu mesmo que António Costa possa vir a avançar e a vencer uma eleição para um terceiro mandato, avisando os seus potenciais sucessores que “vão ter de esperar um bocado”.

Questionado sobre quanto tempo os eventuais candidatos à sua sucessão no partido, como eventualmente são os casos de Fernando Medina e Pedro Nuno Santos, Carlos César disse “bastante” e concordou que terão de “esperar sentados”.

“Estamos em presença de uma liderança forte e de uma liderança esclarecida e não em presença de um processo em houvesse uma degradação da liderança do PS que gerasse a necessidade de as pessoas se colocarem numa lista de espera para essas candidaturas à liderança”, afirmou.

Questionado sobre o cenário de eleições legislativas antecipadas, o presidente do PS disse que os habituais parceiros à esquerda (PCP e Bloco de Esquerda) sabem bem os custos eleitorais de provocar uma crise política.

Em relação às presidenciais de 2021, Carlos César disse que o PS “terá de ponderar” sobre o apoio a uma eventual recandidatura do atual Presidente, “sendo certo que Marcelo Rebelo de Sousa será um dos candidatos que terá elevadíssima preferência nas sondagens e no eleitorado do PS.”

Em relação à eventual candidatura de Ana Gomes a Belém, o presidente do PS assegurou que “só numa situação limite votaria em Ana Gomes: se os candidatos em presença significassem algo de desagradável que não gostasse de ver refletido na mais alta magistratura da nação”.

Questionado sobre a possibilidade de se candidatar à Presidência da República em 2026, Carlos César afastou esse cenário. “Não tenho nenhuma aspiração a esse nível”, garantiu.

Questionado sobre as recentes críticas ao Governo, à ministra e à diretora-geral da saúde, Carlos César disse que a sua opinião é “positiva”.

“Todos nós sabíamos que, superada a fase de confinamento e as medidas mais extremas de protecção, viveríamos com o inadiável e inevitável desconfinamento. Que haveria surtos e cadeias de transmissão que teríamos de combater”, afirmou. “Com o desconfinamento, com a retoma da actividade económica, há eventos que ocorrem e que não deviam ocorrer, ou que deviam ser sinalizados ou reprimidos”, acrescentou, referindo-se às festas e compostamentos incorretos que têm vindo a ser noticiados.

Em relação ao acordo para a TAP, Carlos César disse que “o Governo fez o que havia a fazer”. “Não havia muitas outras soluções que não fosse a de assumir responsabilidades crescentes como accionista público e intervir na empresa de tomar a condução da sua reabilitação e reestruturação”, disse.

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