Eduardo Cabrita foi “um verdadeiro incendiário”

Carlos Barroso / Lusa

Luís Marques Mendes

O comentador político criticou o primeiro-ministro por “sacudir a água do capote”, apontou o dedo a Eduardo Cabrita, por ser “um verdadeiro incendiário” e acusou o Governo de arrogância e autoritarismo.

Para Luís Marques Mendes, o ministro da Administração Interna foi “um verdadeiro incendiário” na forma como geriu as polémicas dos incêndios nas últimas semanas.

No Jornal da Noite da SIC, no seu espaço habitual de comentário este domingo, Marques Mendes criticou a reação de Eduardo Cabrita às declarações do presidente da Câmara de Mação e às notícias sobre as golas inflamáveis distribuídas à população.

Ele foi um susto, um verdadeiro incendiário do princípio ao fim da semana. É uma semana horribilis para Eduardo Cabrita. Começou por atirar forte e feio ao Presidente da Câmara Mação – coitado do desgraçado daquele presidente da Câmara, que não esteve até a fazer críticas a ninguém, apenas a desabafar em público, porque constatou a falta de meios”, atirou o comentador político.

Em relação aos kits de autoproteção distribuídos pela Proteção Civil, Luís Marques Mendes afirmou que o ministro voltou a falhar, numa situação em que devia apenas ter feito “o óbvio”: reconhecer que podia haver um problema e mandar abrir um inquérito de imediato.

Em vez disso, “o que fez foi acusar a comunicação social de ser alarmista” porque “os kits eram magníficos”. Depois “deu o dito pelo não dito em 24 horas” e “afinal é preciso fazer um inquérito”, disse Marques Mendes, citado pelo Observador.

Se Eduardo Cabrita mostrou desorientação e arrogância, Marques Mendes considera, porém, que não foi o único. As críticas são estendidas ao primeiro-ministro António Costa e ao Governo, que também não conseguiram “mudanças concretas que se vejam” depois das tragédias de há dois anos.

“Acho que estão nervosos e desorientados”, explicou Marques Mendes, dizendo de forma irónica que o Executivo tem demonstrado coerência na forma como gere politicamente a questão dos incêndios no país.

“O Governo, em matéria de gestão política dos incêndios, tem sido um desastre. Mas manda a verdade que se diga que, no plano do desastre, é coerente. Porque foi um desastre em 2017, com descoordenação e muita incompetência. Foi desastre também no ano passado, no incêndio de Monchique – o Governo dizia que estava tudo bem quando foi um incêndio devastador, uma insensibilidade enorme. E esta semana foi o desastre total. A atuação do Governo em geral e do ministro da Administração Interna em particular foi uma coisa completamente desastrosa”, rematou o comentador.

António Costa, que “nunca tem culpa”, também mereceu críticas direcionadas por Marques Mendes, por tentar “sacudir a água do capote”, apontando o dedo aos autarcas. “Ultimamente é um padrão do Governo reagir com arrogância e autoritarismo.”

Nestas questões, Luís Marques Mendes vai ainda mais longe: “à medida que o PS sobe nas sondagens e se aproxima da maioria absoluta, torna-se mais arrogante, mais insensível e mais autoritário”.

Por último, em relação às golas inflamáveis, Marques Mendes criticou o presidente da Proteção Civil e afirmou que a distribuição destas golas “é uma trapalhada grave”.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Pois foi !!!!!………………..mas Políticos “pirómanos”, não é o que falta, nesta baixa classe de Políticos profissionais de uma ponta a outra do hemiciclo !…quanto ao Sr. L.M.M só é mais um !

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