Bélgica com aumento de casos “bastante alarmante”. República Checa adota novas medidas

Martin Divisek / EPA

Os casos de covid-19 continuam a subir na Europa. As autoridades da Bélgica, um dos países europeus mais afetados pelo novo coronavírus, alertaram esta segunda-feira para um aumento do número de casos “bastante alarmante”, que podem atingir os 10 mil diários no final da semana.

“Todos os indicadores continuam a subir, é preciso dizê-lo, de modo bastante alarmante, em todas as províncias e faixas etárias”, disse Yves Van Laethem, porta-voz do Centro de Crise belga da covid-19.

Uma média de 4.145 novos casos diários da doença foi registada na Bélgica na semana de 2 a 8 de outubro, um aumento de 89% face à semana anterior, segundo dados divulgados esta segunda-feira. Só na quarta-feira foram contabilizados 6.500 novos casos.

Van Laethem indicou que “se o aumento continuar ao mesmo ritmo, poderão existir 10.000 novos casos diários no final desta semana”.

Mais de 162.200 pessoas foram infetadas, 10.191 das quais morreram, desde o início da pandemia na Bélgica, com uma população de cerca de 11,5 milhões.

Na semana passada, o Governo reforçou as restrições para limitar os contágios. Contactos próximos estão limitados a três pessoas fora de casa e os bares e cafés de Bruxelas, que tem registado mais de 800 novos casos diariamente, foram obrigados a encerrar durante pelo menos um mês.

República Checa adota novas medidas

A República Checa terá novas medidas restritivas como o encerramento de escolas, bares e restaurantes, em resposta ao aumento recorde de infeções pelo novo coronavírus nos últimos dias, anunciou esta segunda-feira o Governo.

Segundo revelou esta segunda-feira o primeiro-ministro, Andrej Babis, todos os bares, restaurantes e discotecas passarão a estar encerrados a partir de quarta-feira, e o consumo de álcool na via pública será proibido.

O governante acrescentou ainda que todas as escolas irão encerrar até pelo menos 2 de novembro, à exceção dos estabelecimentos de ensino abertos para filhos de médicos, enfermeiros ou equipas de resgate, de acordo com a agência AP.

O Governo da República Checa limitou ainda os ajuntamentos a um máximo de seis pessoas, passando agora a ser obrigatório o uso de máscara nas paragens de transportes públicos ao ar livre.

Na sexta-feira, o país da Europa central registou um recorde diário de 8.618 casos de covid-19. Devido ao aumento de casos, o Governo já tinha implementado medidas restritivas, como o encerramento de todos os teatros, cinemas, jardins zoológicos, museus, galerias de arte, ginásios e piscinas públicas.

Também todas as atividades desportivas em espaços fechados foram proibidos e ao ar livre estão limitadas até 20 pessoas.

Segundo os dados do Governo, a República Checa regista até segunda-feira um total de 119.007 casos de infeção por covid-19 e 1.045 mortes, sendo que 256 pessoas morreram durante a semana passada.

Itália descarta novo confinamento total

A Itália registou nas últimas 24 horas 4.619 contágios e 39 mortes associadas à covid-19 e o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, excluiu esta segunda-feira a possibilidade de o país voltar a um confinamento total.

Segundo o Ministério da Saúde italiano, com os novos dados, Itália conta agora com 359.569 casos de infeção com o novo coronavírus detetados desde o início da pandemia, a 21 de fevereiro, enquanto o de óbitos subiu para 36.205.

O total de novos casos diários de covid-19 esta segunda-feira divulgado é inferior ao dos últimos três dias, sempre acima dos 5.300, mas também se realizaram menos testes de diagnóstico, cerca de 85 mil, enquanto na semana passada a média era de cerca de 130 mil.

Segundo os dados oficiais, em Itália estão contabilizadas 82.764 pessoas infetadas, embora a grande maioria esteja isolada em casa com sintomas leves ou sem eles. Do total de infetados, 5.273 estão hospitalizados (mais 334 do que domingo), estando 452 deles em unidades de cuidados intensivos (mais 32).

Face ao contexto, o primeiro-ministro italiano excluiu a possibilidade de confinar novamente o país, tal como aconteceu em março, mas alertou que, em caso de necessidade, encerrará áreas limitadas do território.

Em Taranto, sul do país, Conte garantiu que o executivo que lidera tem estado a trabalhar para evitar um novo confinamento. “Se a curva [de contágios] continuar a subir prevejo algum confinamento muito limitado territorialmente, mas não estamos na situação de intervir de forma generalizada em todo o país, bem sequer em grandes áreas”, afirmou Conte.

O chefe do executivo de Roma sublinhou que o Governo implantou um sistema “muito sofisticado” para controlar a evolução da pandemia, uma vez que, disse, reforçou os hospitais, aumentou o número de testes e rapidamente estarão disponíveis novos exames rápidos para detetar os contágios com maior celeridade.

Conte adiantou que  reunirá o Conselho de Ministros para delinear, em concreto, novas medidas para conter a pandemia, depois de se ter prorrogado o estado de emergência até 31 de janeiro de 2021 — o atual termina a 15 deste mês.

O Comité Científico que está a assessorar o Governo propôs reduzir a quarentena de 14 para 10 dias e algumas outras limitações, como regular as reuniões privadas.

A pandemia de covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro na China, já provocou mais de um milhão e setenta e sete mil mortos e mais de 37,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço da agência France-Press.

ZAP // Lusa

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