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Ataques sónicos podem levar EUA a fechar embaixada em Cuba

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Rolando Pujol / EPA

Embaixada dos EUA em Havana, Cuba

A administração Trump está a considerar seriamente encerrar a embaixada norte-americana em Havana, na sequência dos inexplicáveis ataques sónicos que afetaram vários diplomatas no país.

O secretário de Estado Rex Tillerson confirmou, este domingo, que o Presidente dos EUA está a considerar fechar novamente a embaixada norte-americana em Havana, Cuba, depois dos incidentes que colocaram a saúde de vários diplomatas em risco.

“Estamos a avaliar”, disse o responsável. “É um assunto muito sério, tendo em conta as lesões que alguns indivíduos sofreram. Trouxemos algumas dessas pessoas para casa. Está sob avaliação”, acrescentou, citado pela agência Associated Press.

De acordo com o Departamento de Estado, desde dezembro do ano passado até agosto deste ano foram contabilizadas 21 vítimas. Os diplomatas afirmaram que sentiram sintomas como náuseas, perda de audição, dores de cabeça e problemas de equilíbrio.

A CBS, que disse ter tido acesso a relatórios médicos destes casos, apurou que o ataque sónico sofrido pode ter provocado danos cerebrais em alguns diplomatas.

O governo de Cuba afirmou que, após ter sido informado em fevereiro sobre os incidentes, iniciou uma “investigação exaustiva, prioritária e urgente”, reforçando também as medidas de segurança dos funcionários da embaixada americana na ilha.

Apesar de os EUA não culparem, por enquanto, Cuba de realizar os ataques, o Departamento de Estado decidiu expulsar dois diplomatas cubanos da embaixada do país em Washington por considerar que Havana não cumpriu com a responsabilidade de proteger os funcionários americanos na ilha.

Segundo a imprensa norte-americana, os “rumores” são de que a perda de audição foi provocada por um aparelho de ondas sónicas plantado à entrada das casas dos diplomatas, que emitiu ondas de som inaudíveis que podem causar surdez.

A embaixada dos EUA em Cuba foi reaberta em 2015, depois de quase meio século de relações cortadas, numa tentativa de reaproximação iniciada por Barack Obama.

  ZAP // Sputnik News

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