Cubanos expulsos dos EUA após “misteriosa surdez” de diplomatas americanos em Havana

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U.S. Department of State

Em agosto de 2015, a bandeira dos Estados Unidos foi hasteada na embaixada americana em Cuba, pela primeira vez em 54 anos.

Washington expulsou dois diplomatas cubanos dos EUA depois de funcionários da embaixada norte-americana em Havana terem sofrido “misteriosos” sintomas físicos. Cuba já se mostrou disposta a cooperar na investigação.

Em maio, dois diplomatas cubanos na embaixada do seu país nos EUA, tinham sido expulsos. Segundo se sabe agora, a expulsão terá sido uma retaliação norte-americana aos misteriosos incidentes com dois diplomatas americanos em Cuba, que perderam a audição em circunstâncias desconhecidas.

Como confirmou em comunicado Heather Nauert, uma porta-voz dos EUA, apesar de ainda não haver “respostas definitivas sobre a fonte ou a causa”, dois dos funcionários da embaixada americana em Havana tinham sofrido “misteriosos” sintomas físicos, segundo a BBC. Em resposta, os EUA expulsaram diplomatas cubanos do seu território.

O ministério cubano dos Negócios estrangeiros informou que, apesar de considerar “injustificada” a expulsão dos diplomatas, as autoridades cubanas vão cooperar com a investigação que está a ser levada a cabo por Washington para clarificar o sucedido.

“Cuba nunca permitiu, nem nunca permitirá que o seu território seja utilizado para nenhum tipo de ação contra diplomatas acreditados ou as suas famílias”, informou o ministério.

Apesar de os Estados Unidos não terem esclarecido sobre quais foram os incidentes que provocaram a expulsão, a cadeia norte americana CNN cita fontes oficiais do Governo que dizem que os diplomatas americanos em causa sofreram perdas de audição.

Os “rumores” são de que a perda de audição foi causada por um aparelho de ondas sónicas plantado à entrada das casas dos diplomatas, que emitiu ondas de som inaudíveis que podem causar surdez e levaram a que os dois funcionário da embaixada norteamericana tivessem que regressar ao seu país.

O governo americano está a levar o caso “muito a sério, e já está a decorrer uma investigação”, declarou Hather Nauert.

  ZAP //

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