No dia em que os últimos aviões norte-americanos partem de Cabul, marcando o fim de 20 anos de ocupação do país, o ZAP fez uma viagem no tempo com o professor universitário Bernardo Teles Fazendeiro, para perceber o contexto histórico que levou à guerra no Afeganistão — e a que o país caísse tão rapidamente nas mãos dos talibãs.

Vinte anos depois, as últimas tropas norte-americanas abandonam esta terça-feira o Afeganistão. Mas afinal, como chegámos até aqui? Para entendermos a resposta, é preciso recuar até aos turbulentos anos 70.

Em 1973, Mohammed Daoud Khan liderou um golpe de estado contra o seu próprio primo, o então rei Mohammed Zahir Shah, e ditou o fim da monarquia – assim nasceu a República do Afeganistão.

Khan declarou-se Presidente e Primeiro-Ministro do país e avançou com a implementação de políticas sociais progressistas e na educação, no entanto, o seu nacionalismo pachtun tornou-o pouco popular com outros grupos étnicos.

A oposição interna a Khan acabou por culminar em Abril de 1978 na Revolução Saur, levada a cabo pelo Partido Democrático do Povo Afegão, então liderado por Nur Mohammad Taraki.

Enquanto membro da facção Khalq do partido, Hafizullah Amin ajudou Taraki a afastar os membros da facção Parcham do poder. Taraki tornou-se Presidente e Primeiro-Ministro enquanto Amin foi nomeado Vice Primeiro-Ministro.

Com apoio soviético, o novo governo adoptou um programa de desenvolvimento socioeconómico de raízes socialistas que trouxe grandes mudanças.

Estas políticas acabaram por causar instabilidade e motivar protestos no país, com os afegãos a sentirem que as medidas iam contra a tradição islâmica do país e a população rural também não era adepta da reforma agrária centralizada.

O partido respondeu ao descontentamento com repressão, mas em Março de 1979 a oposição levou a cabo uma insurreição na cidade de Herat, com uma revolta popular e motins das tropas.

A revolta não teve sucesso, e o governo conseguiu reconquistar a cidade, num conflito que causou milhares de mortos.

Marius Arnesen / Wikimedia

Diorama miniatura no Museu Militar de Herat

Rumores de conspirações internas levaram a que, em Setembro de 1979, Amin alegadamente tenha ordenado a morte de Taraki, acabando por se declarar Presidente, com apoio da União Soviética (URSS). As visões nacionalistas de Amin e proximidade ao Paquistão e aos Estados Unidos alimentaram desconfiança do lado soviético.

Em Dezembro do mesmo ano e cada vez mais insatisfeita com a instabilidade no Afeganistão, a União Soviética entrou no país. Amin foi deposto e morto e Babrak Karmal, da facção Parcham, foi apontado Presidente. Em pouco tempo, o exército vermelho assumiu o controlo de várias estradas e zonas urbanas.

A União Soviética era pouco favorável ao domínio das crenças religiosas na sociedade e incentivou um ateísmo estatal.

Assim, de acordo com os senhores da guerra islâmicos, não havia outra opção senão avançar com uma jihad, ou seja, uma guerra santa contra a URSS, para conseguirem criar um estado afegão independente e muçulmano. Estes grupos heterogéneos de jihadistas uniram-se e ficaram conhecidos como os mujahideen – aqueles que lutam numa jihad.

Tal como muitos outros países durante a Guerra Fria, o Afeganistão acabou por ser um mero peão no jogo de xadrez entre os Estados Unidos da América (EUA) e a União Soviética.

Dada a oposição interna dos mujahideen ao domínio soviético, os EUA viram no conflito uma oportunidade de enfraquecer os rivais comunistas, e começaram a financiar e dar armamento aos grupos islâmicos – a Operação Ciclone.

Os mujahideen foram sempre uma força fragmentada politicamente e que tiveram por norma um estilo militar de guerrilha e desorganizado.

Mesmo assim, a qualidade do armamento fornecido pelos EUA e pelo Paquistão ajudou a fortalecer os rebeldes islâmicos. A guerra chegou rapidamente a um impasse, com as tropas soviéticas a controlar as cidades, enquanto os guerrilheiros se moviam pelas zonas rurais.

A Al-Qaeda e Osama Bin Laden também entram na altura no Afeganistão, para ajudar as várias facções dos mujahideen a combater os soviéticos.

Em 1988, os Estados Unidos, o Paquistão, o Afeganistão e a União Soviética assinaram um acordo para o fim da guerra. As tropas da URSS saíram totalmente em 1989, e foi instaurado um governo interino liderado pelo presidente Najibullah.

As facções mujahideen acabam por conseguir derrubar Najibullah e, perante o vazio no poder e a guerra civil entre os próprios mujahideen, surgem os talibãs no panorama.

Quem são os talibãs?

Uma das tragédias humanitárias causadas pelas guerras são as ondas de refugiados e crianças que ficam órfãs, e neste caso, uma parte destas vítimas da guerra acabaram por se tornar militantes talibãs.

Talibã quer dizer estudante em pachtu. Este é um grupo de estudantes que se educa em escolas islâmicas de tendência Salafista ou Deobandi no Paquistão e que na década de 90 é liderado por Mullah Omar, sendo muitos deles órfãos ou refugiados causados pela guerra que está entretanto a decorrer na década de 80 dentro do Afeganistão”, começa Bernardo Teles Fazendeiro, professor auxiliar do núcleo de Relações Internacionais da Universidade de Coimbra e especialista na Ásia Central e na política pós-soviética.

UC.pt

Nas zonas rurais e mais conservadoras, os talibãs são vistos como “um mal menor” face à instabilidade e à corrupção, explica Bernardo Teles Fazendeiro

A partir da década de 90, os talibãs entram na guerra civil e começam a controlar partes do sul do Afeganistão, sobretudo a cidade de Kandahar.

“Chegaram depois a Cabul e a partir daí os talibãs tornam-se até 2001 a força preponderante no Afeganistão, sendo que nunca conseguiram controlar todo o país. Na parte do norte, sobretudo na província de Badakshan, sempre existiu resistência ao governo”, explica o investigador da Universidade de Coimbra.

Ao longo destes 30 anos, os talibãs conseguiram ganhar poder com a construção de um império financeiro. Um relatório das Nações Unidas de Junho prevê que o grupo facture entre 250 milhões e quase 2 mil milhões de euros por ano. Quase 400 milhões deste valor provém do minério.

O Afeganistão é também o maior produtor mundial de ópio. Segundo um relatório deste ano do Departamento de Drogas e Crime das Nações Unidas, 80% do ópio mundial é produzido no país. O governo americano estima que as exportações anuais valem entre 1.28 e 2.5 mil milhões de euros – mas os talibãs já anunciaram que querem acabar com a produção de drogas.

Afghanistan Opium Survey 2017 report

O relatório de 2017 da ONU sobre a produção do ópio no Afeganistão mostra a quebra em 2001, quando os talibãs estavam no poder

“Quando estávamos no poder antes, não havia produção de drogas. Vamos trazer a produção de drogas para zero outra vez”, afirma o porta-voz, Zabihullah Mujahid, e os dados da ONU vão ao encontro desta afirmação, mostrando que em 2001 houve um “sucesso quase total na eliminação do cultivo de papoilas nas áreas controladas pelos talibãs”.

No entanto, os responsáveis do governo afegão apontam que um imposto de 10% é cobrado aos cultivadores de papoilas para a produção de ópio e que os laboratórios que convertem o ópio em heroína e os comerciantes das drogas também são taxados.

O governo dos EUA estima que os talibãs facturem entre 85 e 340 milhões de dólares anuais no comércio ilegal de drogas e que esta seja a fonte de 60% das suas receitas, mas alguns especialistas afirmam que este valor é exagerado.

As importações e exportações do Afeganistão são outra fonte de receita, devido ao controlo do grupo islâmico de várias estradas importantes, rotas de comércio e fronteiras. Mas há outro factor importante que ainda não foi referido – o Paquistão.

“Os talibãs têm apoio externo, em particular do Paquistão, sobretudo do serviço secreto e das forças armadas paquistanesas, mesmo depois do 11 de Setembro, quando os paquistaneses não o poderiam dizer de forma aberta. O Paquistão permite muitas vezes que os combatentes dos talibãs se refugiem através da fronteira larga que os dois países têm”, realça Bernardo Teles Fazendeiro.

A rápida ascensão dos talibãs ao poder também levanta questões sobre a resistência da população ao seu regresso e a popularidade do grupo. Segundo a Al-Jazeera, um dos factores que alimenta a popularidade dos islâmicos em certos segmentos da população é a eficiência dos tribunais, que se baseiam na lei sharia.

“Quando conseguem controlar o Afeganistão, os talibãs têm a vantagem de acabarem com os senhores da guerra e trazerem estabilidade. Criaram um sistema de justiça que, para bem ou para o mal, vai conseguindo resolver alguns dos problemas do país e adquirem assim alguma legitimidade porque muitos afegãos encaram-nos como um mal menor em relação ao passado”, afirma o especialista.

Recentemente, a população tem-se manifestado contra o regresso dos talibãs ao poder, o que é um sinal de oposição interna. Mas nas zonas rurais e mais conservadoras, o grupo costuma ter mais apoio, sobretudo “depois do 11 de Setembro, quando a insurreição começa em 2006 devido à corrupção do Estado que entretanto tenta-se consolidar”.

“A administração de Hamid Karzai é acusada, e não erradamente, de ser corrupta e de não conseguir impor a justiça. Os talibãs aparecem como um grupo político-militar que garante à população que consegue colmatar as lacunas que o estado central não consegue e assim ganha alguma legitimidade sobretudo em zonas rurais”, refere Bernardo Teles Fazendeiro.

Já em Cabul, onde existe uma “elite política que estava ligada às ONGs europeias e americanas”, há uma maior “relutância à ascensão dos talibãs” devido à questão dos direitos das mulheres e também por “ódio” devido aos ataques terroristas dos talibãs durante a guerra.

“Vamos ver até que ponto este ressentimento pode levar ao crescimento da oposição, que de momento não tem capacidade para se mobilizar”, aponta.

A invasão dos Estados Unidos

A guerra que agora acaba começou em 2001 e deveu-se ao abrigo que os talibãs estavam a dar à Al-Qaeda e à recusa de extraditar Bin Laden depois dos ataques de 11 de Setembro – começou assim a guerra contra o terror.

“O objectivo da presença no Afeganistão era neutralizar a Al-Qaeda e saber onde eles estavam, hoje em dia sabemos que eles estavam no Paquistão, havia rumores disso na altura”, revela Bernardo Teles Fazendeiro.

A administração norte-americana não queria fazer state-building no início e delega essa responsabilidade ao novo governo interino liderado por Hamid Karzai, que se torna o primeiro Presidente pós-2001.

“Os EUA começam a empatar porque interessam-se pelo Iraque a partir de 2003 e também porque a situação no Afeganistão não se estava a estabilizar. Crescentemente investem mais dinheiro e começam a ter um objectivo de reconstrução estatal depois do país ser dizimado pela guerra, um objectivo que é ultrafinanciado pela administração Obama na Operação Surge. Já o Trump foca-se mais em tirar os americanos de lá”, explica.

No entanto, os esforços de reconstrução estatal de 20 anos caíram por terra em poucos meses. Uma investigação do The Washington Post de 2019 já tinha mostrado que Donald Rumsfeld, Secretário da Defesa de Bush, já sabia da possibilidade das tropas americanas ficarem presas num impasse no Afeganistão cerca de seis meses depois do início da guerra.

Muitos outros oficiais do governo e os próprios Presidentes já sabiam há muito que a guerra estava perdida, apesar de em público afirmarem o contrário.

O objectivo inicial era capturar Bin Laden, que foi morto pelos americanos em 2011 no Paquistão – mas a guerra continuou. O forte lobby das fabricantes de armamento no governo pode ser um dos factores que explica a continuação.

Por exemplo, cinco das maiores produtoras – Lockheed Martin, Boeing, Northrop Grumman, Raytheon Technologies e General Dynamics – gastaram um total combinado de 60 milhões de dólares só em 2020 para influenciar as decisões políticas nos EUA

Estes dados são de um relatório do Centro Para Políticas Responsivas, que mostra que uma rede de doadores injectou 285 milhões de dólares em contribuições para campanhas e 2.5 mil milhões de dólares para fazer lobbying nos últimos 20 anos. Há também uma porta rotativa entre quem faz lobbying e quem trabalha no governo norte-americano.

O surgimento de outros temas mais mediáticos também ajuda a explicar o esquecimento  da guerra do Afeganistão nas mentes do público em geral e a continuação das forever wars. Uma análise do órgão Responsible Statecraft concluiu que apenas cinco minutos foram dedicados ao conflito nos noticiários da noite das três emissoras de notícias em 2020 – CBS, ABC, e NBC – todas juntas.

Os primeiros sinais do que se avizinhava já eram visíveis em 2014, quando as forças afegãs mostraram dificuldades em travar o avanço talibã, apesar do apoio americano.

“A partir do momento em que o Biden anuncia a evacuação rápida das forças americanas, há uma perda de moral. Os EUA estavam convencidos que as forças eram suficientes, mas não eram. O discurso do Biden diz isso, que os americanos deram tudo – se isso é verdade ou não é debatível – mas que não pode oferecer aos afegãos a vontade de combater”.

Sobre o que a saída das tropas pode significar para Joe Biden a nível interno, as sondagens não são claras – algumas registam um apoio da população à decisão do Presidente de acabar com a guerra, enquanto outras mostram uma desaprovação da retirada das tropas e uma quebra na popularidade.

“A guerra e presença de forças armadas no Afeganistão não era popular, até foi esse um dos factores da ascensão do Trump. Dentro da administração Obama, o Biden sempre se opôs à presença excessiva de tropas no Afeganistão. Para ele, os americanos só tinham de lá estar para perseguir a Al-Qaeda, a partir do momento em que o Osama Bin Laden foi morto, isso já era o suficiente para eles de lá saírem”, nota Bernardo Teles Fazendeiro.

O sucesso da campanha de Trump, que prometeu acabar com as guerras, já mostra “o desgaste geral da população americana sobre a presença no Afeganistão”. “Não acho que o Biden vá perder muito com isto e pode sempre argumentar que a sua promessa era igual à do Trump e à do Obama. Pode haver críticas é sobre como essa evacuação foi feita, mas o Biden tem a vantagem de isto lhe acontecer ainda no início do mandato”, continua.

Caso queira concorrer novamente em 2024, esta situação não deve ser um grande entrave, até porque “não são questões de política externa que resolvem as eleições americanas, mas sim a economia, a saúde ou outras questões”.

O que reserva o futuro

Os talibãs têm-se mostrado mais moderados do que durante o Emirado Islâmico do Afeganistão, entre 1996 e 2011. Na altura, o grupo seguia a lei sharia à risca – a educação das meninas foi proibida, as mulheres foram barradas da esfera pública e obrigadas a ter acompanhamento de um homem para sair de casa e foram impostos castigos como o apedrejamento para as acusadas de adultério.

Agora, o grupo islâmico já se mostrou aberto a integrar mulheres no governo e garantem que a liberdade de imprensa vai continuar a ser protegida. O novo Ministro do Ensino Superior também disse que as afegãs vão poder continuar a frequentar as universidades.

“Na questão das mulheres, vão continuar a ser vistos com muita relutância, para não usar outras palavras. É demasiado cedo para saber, talvez haja algumas concessões. Eles querem consolidar-se no poder e uma das tácticas, sobretudo em zonas urbanas e numa cidade grande como Cabul, é não se oporem à população local, especialmente enquanto ainda há americanos no aeroporto”, avança o professor da Universidade de Coimbra.

Para se consolidarem no poder, os talibãs sabem que “precisam de apoio político-económico” e que não podem opor-se a estrangeiros que podem no futuro investir no Afeganistão, como uma China “que está apreensiva” e também a Rússia. A união dos próprios talibãs também ainda está em aberto, pois as potências internacionais todas exigem que o grupo deixe de albergar terroristas para haver negociações.

“Uma das condições categóricas durante as negociações com a administração Trump era que os talibãs não dariam bases de apoio a futuros grupos extremistas como o ISIS ou a Al-Qaeda. Vamos ver se os talibã vão manter essa promessa ou se vão cometer o mesmo erro que o governo do Mullah Omar que em 98/99 e 2000/2001 rejeitou sempre os pedidos dos norte-americanos para extraditar Bin Laden e Al-Qaeda”, analisa o especialista.

A retirada das tropas também motivou críticas dentro da NATO, nomeadamente do Ministro da Defesa britânico, Ben Wallace. “A NATO raramente está unida e no Afeganistão operacionalmente também nunca esteve, havia protocolos diferentes”, realça Bernardo Teles Fazendeiro.

Segundo o professor da Universidade de Coimbra, “não deve ser o Afeganistão a alterar esta dinâmica porque a NATO já tinha praticamente desmobilizado. O aeroporto de Cabul até final de Maio deste ano era protegido por tropas portuguesas e muitas tropas NATO já se tinham desmobilizado sobretudo desde 2014″.

Na Europa, já há receios sobre uma possível nova onda de refugiados e consequente crise política, depois da vinda de refugiados da Síria ter alimentado a extrema-direita no velho continente e dado protagonismo a vozes como Matteo Salvini ou Victor Órban. Muitos estados europeus estão a garantir asilo a quem trabalhou com o Ocidente, incluindo Portugal.

“Se isto depois levar àquilo que preocupa a extrema-direita, a imigração ilegal – isso já depende de os talibãs conseguirem ou não controlar as fronteiras e o estado e se haverá ou não movimentação de pessoas”, remata Bernardo Teles Fazendeiro.

31 de Agosto de 2021 vai ficar assim na história pelo fim de um conflito no país que é conhecido como o cemitério de impérios – que causou a morte de 71 mil civis e de 2400 soldados americanos e que custou quase 2.3 biliões de dólares aos Estados Unidos.

Adriana Peixoto, ZAP //

8 COMENTÁRIOS

  1. Esqueceram se de referir que o John Rambo desempenhou um papel importantíssimo na luta contra a URSS em conjunto com os mujahideen!

  2. Ao contrário da informação curta e superficial (tipo mastigar e cuspir) este artigo está muito melhor que o habitual. Parabéns pessoal da ZAP.

    • Nota-se a diferença entre um artigo investigativo próprio e o simples traduzir de notícias estrangeiras, muitas vezes sem qualquer adaptação à realidade portuguesa.

  3. O exército mais bem apetrechado do mundo vinte anos numa guerra e abandonar o país deixando-o nas mãos de um exército de papel, é qualquer coisa de extraordinário, tanto em tempo como segurança! Para quê tudo isto?

  4. Tudo muito interessante, mas para nós europeus, o que interessa é que fomos forçados a participar numa guerra no Afeganistão que só interessava aos americanos e só defendia interesses plutocráticos americanos. A NATO – que já devia ter acabado há muito – foi utilizada para gerar carne para canhão para uma guerra exclusivamente americana. E nós fomos nisso. E Portugal colocou soldados seus em risco para defender o tráfico de ópio da CIA. Será que aprendemos alguma coisa com esta guerra miserável? Será que vamos acabar com a NATO e com a aliança com o imperialismo americano, e vamos construir uma Europa livre e independente?

    • Desde que não vire para o imperialismo “soviético” tudo bem, se formos ameaçados por este é que será certamente, tudo mal!

  5. Li percebi e nada me convence, e porquê, porque é só jogo de interesse, e no final quem sofre é o Povo indefeso.

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