79.278 casos esta semana. Pandemia está a “agravar-se de forma significativa”, sexta vaga à vista

Rodrigo Antunes / Lusa

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 79.278 novos casos de Covid-19 em termos acumulados nos últimos sete dias, mais 11.963 face à semana passada.

O boletim desta sexta-feira da DGS, que passou a ser semanal, indica ainda que, na última semana, morreram mais 160 pessoas com a doença — menos 36 óbitos em relação aos sete dias anteriores.

De acordo com o documento, registaram-se nesta semana mais 79.278 novos casos — uma subida de 11.963 face à semana anterior.

A taxa de internamentos em Portugal continental baixou, havendo agora 1.225 doentes hospitalizados — menos 133 face à última semana.

Destes internados, 78 estão em unidades de cuidados intensivos, menos 18 do que na semana passada, o que indica que a maior parte dos infetados continua a recuperar da Covid-19 em casa.

O índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 aumentou nas sete regiões do país, quatro das quais já apresentam este indicador acima do limiar de 1.

“As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Autónoma da Madeira apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) igual ou superior a 1, o que indica uma inversão da tendência para crescente” do número de infeções, avança ainda o INSA.

Segundo o novo relatório semanal da DGS, o valor médio do Rt entre 02 e 06 de março é de 0,99 a nível nacional e de 0,98 em Portugal continental.

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, à exceção da região Norte, todas as regiões apresentam a taxa de incidência superior a 960 casos de infeção por 100 mil habitantes em 14 dias.

A partir desta semana, os relatórios de situação epidemiológica e de vacinação passam a ter uma periodicidade semanal e são divulgados à sexta-feira.

Pandemia está a agravar-se de forma significativa

A pandemia está a “agravar-se de forma significativa” em Portugal, com o índice de transmissibilidade a subir para 1,09, o que poderá resultar numa sexta vaga de infecções, indica um relatório do Instituto Superior Técnico.

Segundo o documento, o risco pandémico ainda não é muito elevado, mas os dados apontam para uma tendência de aumento dos internamentos em enfermaria e em UCI nos próximos 15 dias.

“Estamos a ver o desenho de uma sexta vaga de forma muito clara. O risco pandémico ainda não é muito elevado, mas é necessário perceber como vai continuar a evolução dos números”, especifica o documento pelo grupo de acompanhamento da pandemia do IST.

Segundo o documento, o agravamento da situação pandémica deve-se a três fatores: à linhagem BA.2 da variante Ómicron do coronavírus, que já é a dominante em Portugal e apresenta “alguma taxa de reinfecção””, ao levantamento das restrições e à diminuição da protecção vacinal que se começa a fazer sentir.

O R(t), que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus, “está acima de um, com tendência de subida“, refere o relatório elaborado pelo grupo de trabalho coordenado pelo presidente do IST, Rogério Colaço.

Este indicador é superior ao limiar de 1 desde 8 de Março e apresenta uma “subida acentuada” em todas as regiões do país, com excepção dos Açores, onde está estável.

Face a estes dados, os especialistas do IST apontam para uma tendência de aumento dos internamentos em enfermaria e em unidades de cuidados intensivos nos próximos 15 dias, enquanto os óbitos, que atingiram o pico da recente vaga a 6 de Fevereiro, poderão ainda registar uma “ligeira subida”.

“Neste ponto, não temos razões para crer num aumento muito forte da gravidade, mas esta subida vai certamente ocorrer — com o atraso entre sete e 14 dias decorrente da dinâmica das diferentes variáveis”, salienta o documento.

  ZAP // Lusa

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