Vírus pode “desaparecer naturalmente” antes de haver vacina, diz ex-membro da OMS

Karol Sikora, diretor médico dos Centros para o Cancro de Rutherford e antigo chefe do programa de oncologia da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse que é possível que o vírus desapareça antes que haja uma vacina.

O ex-membro da Organização Mundial da Saúde (OMS), Karol Sikora, escreveu na sua página do Twitter que “há uma possibilidade real de o vírus desaparecer naturalmente antes que alguma vacina seja desenvolvida”.

“Estamos a ver um padrão aproximadamente semelhante em todos os sítios, suspeito que tenhamos mais imunidade do que o estimado. Precisamos de continuar a a diminuir a velocidade do vírus, mas pode estar esgotar-se por si só”, escreveu.

Para suportar estas afirmações, Sikira aponta um estudo assinado por investigadores portugueses, brasileiros, britânicos e norte-americanos colocado esta semana na plataforma medRxiv, mas que ainda não foi publicado.

Segundo o estudo, citado pelo Observador, “à medida que o SARS-CoV-2 se espalha, a subpopulação suscetível vai sendo reduzida causando um declínio na incidência de novos casos”. “A variação na suscetibilidade individual ou exposição à infeção exacerba esse efeito”, por isso “indivíduos mais suscetíveis ou mais expostos tendem a ser infetados mais cedo, esgotando a subpopulação suscetível daqueles com maior risco de infeção”.

Isto traduz-se numa “desaceleração na incidência” em que “os números dos suscetíveis tornam-se suficientemente baixos para impedir o crescimento da epidemia”, permitindo chegar à imunidade de grupo.

As autoridades de saúde calcularam que a imunidade de grupo no caso da doença covid-19 é atingida quando 70% da população fica imune ao vírus. Porém, estes autores sugerem que “a variação na suscetibilidade ou exposição à infeção reduz essas estimativas”.

“É da minha opinião que este é um cenário possível. Ninguém está a afirmar que isto vai acontecer de certeza, mas acredito que, numa situação desconhecida, esta é uma possibilidade. Precisamos de continuar a manter distância e esperar que os números continuem a melhorar”, escreveu ainda Sikora.

Gabriela Gomes, uma das investigadoras envolvidas no estudo citado por Sikora, concorda, em declarações ao Observador, com a afirmação do ex-membro da OMS. Anteriormente, a investigadora já tinha dito que   a taxa de imunidade da população entre 10% a 15% pode bastar para impedir que surjam novas vagas de covid-19.

ZAP //

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5 COMENTÁRIOS

    • Será um conceito com a sua piada mas, na realidade, as vacinas não servem para matar os vírus mas para criar-lhes um ambiente desfavorável, uma espécie de confinamento provocado pelos anticorpos que se encarregarão de neutraliza-los.
      Aí, na impossibilidade de se reproduzirem, o melhor será melhor mesmo emigrarem.
      🙂

  1. La Palice!

    infelizmente o que nos tem sido vendido é apenas e só MEDO, por forma a cada vez o zé povinho ser mais controlado e claro verem até onde vai o limite.
    por cá parece que não há limite, toda a gente aceita o que lhe dizem/vendem sem sequer se questionarem se os números ou que lhes pedem faz sentido.

    qto aos números desde há meses que n epidemiologistas afirmam que as medidas que têm sido tomadas são completamente absurdas (apenas as pessoas com idade e com outros problemas como diabetes, cancro, problemas cardiovasculares, obesidade e claro com problemas a nível respiratório deveriam estar num ambiente mais protegido e controlado), os números são clarissimos, a mortalidade é baixa situando-se entre 0,1% e 0,3% (sendo que até aos 50 anos é quase inexistente em pessoas sem problemas) a par dos anos mais complexos da influenza que claro tb os MSM nada nos dizem mas que costumam situar-se por cá na casa dos 2000 e muitos mortes por ano sendo que em 1998 ocorreram cerca de 8000.

    contrariando toda a história da medicina (nunca se colocaram de quarentena pessoas saudáveis e sem sintomas da doença), estes psicopatas fecharam o planeta, levando a que neste momento a pseudo-doença vá matar infinitamente menos pessoas que o desemprego.
    o banco mundial já fala em largos milhões de mortes de fome.

    nos EUA os últimos números do desemprego (bem contados andam perto dos 30%) estão muito para lá da crise de 2008, ficando a par ou pior, por comparação, que a catástrofe financeira de 1929.

    não abram a pestana que não é preciso! ARRE!

    • Finalmente um comentário que me trás concordância, estou cansado dos comentários de pessoas “caguinchas” que promovem o culto do medo e do pânico.
      Concordo que os nossos “dirigentes” fizeram porcaria da grossa, fecharam o país e a economia e agora estamos todos tramados.
      É o que dá este tipo de “democracia”, somos forçados a fazer o que os governos querem como carneirinhos num rebanho.
      Há sempre o argumento que, com as restrições, salvaram muitas vidas, mas não temos termo de comparação, não se poderá saber até que ponto isso poderia ser verdade.
      Na Madeira fizeram um “cerco sanitário” numa povoação quando nem sequer tiveram um morto em todo o arquipélago…
      Mas o pior ainda está para vir, a fome gerada pelo desemprego, as empresas com custos absurdos para acudir ao pânico dos contágios, o capital a aproveitar-se dos mais fracos, etc.
      O futuro contará a história.

      • Finalmente alguém a escrever algo decente. Os media bombardearam uma overdose de terror, claramente premeditada. Destruíram a economia que já era frágil. O povo sem questionar nem se revoltar enfiou se nas suas caixas de betão. Sem exigir direitos, subsídios, explicações e questionar, nada! A engolir números gordos e absolutos sem perceberem estatística nem o descalabro da apresentação histérica de dados irresponsável e apocalíptica. Agora andam a reduzir a própria imunidade. Andam todos a dormir, a aceitar esta futura implementação de uma ditadura de braços abertos sob o nome de “protecção “, dito por vários experts uma ditadura sem precedentes, um terror que as manadas chamam de “novo normal” e que não é mais do que uma aberração, é esperem só até começarem as mortes por fome, tromboses, suicídios.

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