Videojogo chinês incita jogadores a atacar os “traidores” em Hong Kong

(cv)

Há um novo videojogo que está a ganhar popularidade na China. Chama-se “Fight the Traitors Together” e permite que os jogadores ataquem manifestantes de Hong Kong.

No jogo, os jogadores podem bater nos manifestantes pró-democracia, sendo que existem mesmo representações em desenho animado de personalidades conhecidas, como o ativista Joshua Wong, a personalidade dos media Jimmy Lai, o ex-secretário-chefe Anson Chan, Martin Lee e Qin Hui.

Os jogadores podem usar vários tipos de armas, que vão desde morcegos a sapatos, para atingir os manifestantes. O objetivo do jogo é acertar em todas as personalidades com a arma fornecida, cada uma com diferentes níveis de dano.

De acordo com o Global Times, o jogo permite que os jogadores “expressem a sua raiva pelo comportamento separatista dos secessionistas” durante as recentes manifestações anti-China. “Hong Kong faz parte da China e isso não pode ser interferido por potências externas”, diz a capa do jogo.

Ainda não se sabe quem criou o jogo e como se originou no meio das crescentes tensões. O objetivo final do jogo é esmagar os manifestantes de Hong Kong para fazê-los parar.

Segundo a análise do Niche Gamer, o novo jogo parece ser propaganda, uma vez que demoniza completamente os manifestantes de Hong Kong. Uma das partes mais flagrantes da propaganda são, segundo o site, os personagens de aparência ocidental que oferecem muito dinheiro aos manifestantes para matar polícias – que têm sido cada vez mais violentos para os manifestantes – ou apenas para se matarem. Porém, nada conecta o jogo diretamente ao Partido Comunista Chinês (PCC)

Entretanto, em Hong Kong, os protestos continuam. As manifestações iniciaram-se devido a um projeto de lei que permitiria extraditar criminosos para países sem acordos prévios, como é o caso da China continental. Apesar de, entretanto, retirado, o projeto de lei deu origem a um movimento que exige reformas democráticas e se opõe à crescente interferência de Pequim no território.

Os protestos em Hong Kong têm sido marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, que tem usado balas de borracha, gás pimenta e gás lacrimogéneo. A 1 de julho, alguns manifestantes chegaram a invadir o Parlamento.

O dia em que se assinalaram os 70 anos da fundação da República Popular da China, foi um dos dias mais violentos desde o início das manifestações. Nesse dia, um estudante de 18 anos foi alvejado com balas reais. Dois dias antes, uma jornalista indonésia foi alvejada com uma bala de borracha no olho.

Esta semana, os partidos pró-democracia venceram pelo menos 388 dos 452 assentos, depois de não terem conseguido um único conselho nas últimas eleições locais, realizadas há quatro anos, enquanto os candidatos pró-Pequim caíram para 59.

À semelhança de Macau, para a antiga colónia britânica foi acordado um período de 50 anos após a transferência da soberania para a China, mantendo um elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial, de acordo com a fórmula ‘um país, dois sistemas’.

ZAP //

 

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