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Tancos. Marcelo diz que soube do aparecimento do material pela comunicação social

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Rui Miguel Pedrosa / Lusa

O Presidente da República afirma no seu depoimento escrito como testemunha no processo de Tancos que soube do aparecimento do material de guerra “pela comunicação social, com base em informação veiculada pela agência Lusa”.

No depoimento escrito que prestou esta quinta-feira, divulgado no site da Presidência da República na Internet, Marcelo acrescenta que “não recebera, sobre esse aparecimento, qualquer outra comunicação anterior, nem do Governo, nem de chefias militares, nem de Belém, nomeadamente da Casa Militar, seu chefe, assessores ou ajudantes de campo”.

O chefe de Estado precisa que soube da notícia do aparecimento do material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos pela comunicação social no dia 18 de outubro de 2017 ao “fim da manhã”, quando se encontrava na sua residência em Cascais.

“No mesmo dia, ou no seguinte, falou-lhe a senhora procuradora-geral da República [Joana Marques Vidal] indignada com a marginalização do Ministério Público, que considerava ilegal e muito grave”, adianta o Presidente da República.

Na mesma declaração, o Presidente da República afirma que só soube que “poderia ter existido eventual encenação no aparecimento do material” de guerra furtado de Tancos através de Joana Marques Vidal em julho de 2018.

Marcelo Rebelo de Sousa afirma que “apenas tomaria conhecimento de que poderia ter existido eventual encenação no aparecimento do material, no dia 25 de julho de 2018, através da senhora procuradora-Geral da República”.

O chefe de Estado refere que na véspera de ter sido noticiado o aparecimento das armas estava “totalmente ocupado com a, e mais vasta, segunda vaga de fogos florestais”, em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, onde fez “uma comunicação ao país sobre a matéria, na noite do dia 17 de outubro de 2017”, regressando nessa mesma noite à sua residência em Cascais.

“Encontrava-se nessa residência, quando, no fim da manhã seguinte – no meio da atenção prioritária dada à tragédia dos fogos e à situação política emergente – soube, pela comunicação social, com base em informação veiculada pela agência Lusa, do aparecimento do material de Tancos”, relata.

O Presidente da República acrescenta que “não recebera, sobre esse aparecimento, qualquer outra comunicação anterior, nem do Governo, nem de chefias militares, nem de Belém, nomeadamente da Casa Militar, seu chefe, assessores ou ajudantes de campo”.

“No mesmo dia, ou no seguinte, falou-lhe a senhora procuradora-geral da República [Joana Marques Vidal] indignada com a marginalização do Ministério Público, que considerava ilegal e muito grave”, adianta.

  ZAP // Lusa

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