Supremo reconhece “fundada suspeita” do envolvimento dos McCann no caso Maddie

Mario Cruz / Lusa

Kate e Gerry McCann, os pais de Maddie

Os juízes-conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça não só dão razão ao ex-inspector Gonçalo Amaral, no processo movido por Kate e Gerry McCann, como também arrasam o casal inglês, considerando que há “fundada suspeita” de que possam ter estado envolvidos no desaparecimento da filha Maddie.

Estes dados constam do acórdão, a que o Correio da Manhã teve acesso, que absolveu o ex-coordenador da Polícia Judiciária (PJ), Gonçalo Amaral, no processo em que os McCann pediam uma indemnização de meio milhão de euros, por causa do que ele escreveu no livro “Maddie: A Verdade da Mentira”.

Na obra, o ex-inspector aborda a possibilidade de os McCann terem estado envolvidos no desaparecimento da filha, ocorrido a 3 de Maio de 2007, durante umas férias do casal inglês no Algarve.

Ora, o Supremo entende que as alegações de Gonçalo Amaral fazem sentido e resultam “dos meios probatórios e dos indícios recolhidos no inquérito aberto” ao caso.

“Aliás, os recorrentes [Kate e Gerry McCann] foram constituídos arguidos num inquérito criminal”, “o que implica que surgiu fundada suspeita de terem cometido crime ou crimes”, apontam os juízes-conselheiros, conforme cita o CM.

O Supremo ainda nota que, embora o processo tenha sido arquivado, se apontam “sérias reservas quanto à verosimilhança da alegação de que Madeleine fora raptada“.

Não se pode dizer “que os recorrentes foram inocentados por via do despacho de arquivamento do processo-crime”, escrevem também os magistrados, notando que o arquivamento só foi “determinado por não ter sido possível obter indícios suficientes da prática de crimes”.

“Não parece aceitável que se considere que o referido despacho, fundado na insuficiência de indícios, deva ser equiparado à comprovação de inocentação”, concluem os juízes.

O recurso dos McCann chegou ao Supremo, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter decretado a absolvição de Gonçalo Amaral.

ZAP ZAP //

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20 COMENTÁRIOS

      • Pelo contrário; já toda a gente os apanhou há muito tempo!!
        Infelizmente (e com uma boa “ajuda” das autoridades inglesas que só serviram para fazer desaparecer as amostras de sangue, etc), não houve/há indícios suficientes para os acusar!
        Mas, quando se é familiar (e não só!) do primeiro ministro inglês e este faz tudo para ajudar ao circo (incluindo gastar mais de 10 milhões de euros de dinheiros públicos numa suposta investigação que teve um resultado ZERO!), as coisas são ainda mais complicadas!

  1. “Não parece aceitável que se considere que o referido despacho, fundado na insuficiência de indícios, deva ser equiparado à comprovação de inocentação”, concluem os juízes.

    então mas é a inocentação que precisa de comprovação ou a incriminação? um juiz pode dizer isto?

    • Ele(s) não disseram que a inocentação precisa comprovação. Apenas disseram que não podem usar a insuficiência de provas para comprovar a inocentação.

    • Para o caso em questão, seria mesmo a inocentação visto que se trata do processo que os próprios McCann iniciaram contra Gonçalo Amaral, que assenta no facto de eles serem inocentes e no facto de G.A. no seu livro afirmar que eles poderão não o ser. Para G.A. ser culpado, os McCann precisariam de ser indubitavelmente inocentados!

      Visto que o caso contra os McCann foi arquivado por insuficiência de indícios (e não por, por exemplo, por confirmação de que os mesmos não poderiam ser culpados por razão A, B e C), não podem ser inocentados, o que tira fundamento ao caso contra G.A. e dá validade ao conteúdo do livro que os representa como possíveis culpados. Note-se.. possíveis culpados não é o mesmo que culpados. G.A. não é um juíz.

    • Claro! O facto de haver um despacho de arquivamento do processo, tal não significa que haja uma comprovada inocentaçao o que é por oposiçao quer dizer que a incriminaçao contiunua a manter-se possivel. Não é isso que “em substancia” o juiz quer dizer?

  2. E que tal levantar-lhes um processo por terem abandonado os filhos, sozinhos em casa, enquanto foram jantar com amigos?
    Por menos, já Portugueses perderam a custódia dos filhos em Inglaterra.

    • Sozinhos e drogados… Mas aos McCann têm conhecimentos (ou tinham) no Governo britanico. Nada vai acontecer sobre o perigo de criarmos um incidente diplomático (e foi por isso que o caso foi arquivado). Manobras de bastidores…

    • Esse é um tema que nunca foi tema de facto. Incompreensivel, quer pelas nossas autoridades, quer pelas inglesas que tanto se preocupam com o bem estar das crianças. Foi um circo, foi caro e infeliemnte ha uma vitima essa sim inocente

  3. Claro que isto até parece um negócio para o dito casal, que só lhes deu publicidade e muitos milhões de euritos no bolso.
    Ainda por cima meterem o nosso agente Amaral nos tribunais, isto realmente é uma história de bradar aos céus, quando os principais suspeitos são o próprio casal.
    É preciso ter lata, encheram-se de dinheiro e publicidade em todo o mundo, à custa da inocente menina, que não teve culpa de ter tido uns pais tão irresponsáveis, e que se não agiram por premeditação, tudo leva a crer que sim.
    É caso para dizer, que isto está bom é para os malandros e espertos.

    João Gomes

  4. Eu sempre pus as mãos no fogo pelo dr. Gonçalo Amaral, sempre disse a verdade, só quem não quer ver as coisas é que não vê que são os Maccnn os principais suspeitos, prisão para eles?

    • Caro Rui: Como ele não conseguiu (ou seja, impedido de) provar, optou por escrever um livro onde expôem as suas suspeitas (indícios e não acusações). Ele não falhou! Jogadas de bastidores (mais própriamente o governo inglês pressionou o governo português a fazer vista grossa) impediram-no de ir mais além. Com o livro ele acusa sem acusar, porque; por lei, agora não pode, uma vez que o caso foi arquivado.

    • Ah?!
      Falhou?! Essa é boa…
      Ele acertou em cheiro!!!
      Mas, ao contrário do que tu escreves (erradamente!), ele não acusou ninguém – precisamente por falta de provas!!
      Percebido?

  5. Não perguntem como, mas eu sei o que realmente aconteceu. Foi um acidente. Mas foi o pai que matou a filha. Por asfixia. Até me custa revelar em que circunstâncias, pelo que não o farei. Simplesmente tapou-lhe a boca para ela não gritar ou chorar alto… por tempo demais. A mãe só é conivente porque veio a saber o que se passou e continuou com a charada. Só não sei onde foi escondido o corpo, mas não está muito longe do local onde tudo se passou. Também não sei como escapou às buscas policiais… Mas é certo que não só são os principais suspeitos como são os CULPADOS!Nem que seja só pelo facto de terem deixado as filhas sozinhas!

  6. Desaparecer-nos um filho e aparecer-nos à frente um gonçalo amaral: não sei qual coisa será mais desesperante.

  7. Temos uma gama de juizes aqui. Ninguém esta na pele de ninguém para saber nada. O mal do mundo é atacar sempre,tirar pedras, enquanto somos todos culpados de muitas coisas em nossa intimidade e uma grave é ACUSAR SEM TER CERTEZA, E SEM SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO. NEM SEMPRE AS COISAS SAO O QUE PARECEM SER. o que todos dizem aqui são somente suposições.

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