Sondagem. PS a passos largos deixa PSD a 15 pontos

Miguel A. Lopes / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

A faltar três meses para as legislativas, de acordo com a mais recente sondagem, o PS aumenta a sua vantagem para os sociais-democratas, estando agora a uma diferença de 15 pontos percentuais.

O Partido Socialista continua a subir nas intenções de voto e cria uma distância cada vez maior para o PSD. Pelo menos é o que nos diz a mais recente sondagem para as eleições legislativas, divulgada esta semana pelo semanário Expresso. O CDS foi o partido que mais caiu em comparação com a última sondagem, e o Bloco foi quem mais subiu.

A três meses das legislativas, o panorama mostra-se favorável para o partido de António Costa, que consegue selar uma distância de 15 pontos percentuais para o PSD nas intenções de votos. A maioria absoluto pode ser um objetivo dos socialistas, mas com estes resultados, não seria possível.

Comparativamente às últimas sondagens feitas em fevereiro, o Partido Socialista subiu de 37% para 38%. Em sentido contrário, o PSD caiu de 25% para 23%. Desde as eleições europeias de maio – que se revelaram um verdadeiro desastre para os sociais-democratas – os “laranjas” têm vindo a descer.

Apesar de tudo, as piores notícias chegam para o CDS. O partido de Assunção Cristas tem vindo a perder popularidade e registou uma queda de três pontos percentuais de 8% para 5%. A descida deixa o PAN colado com 4% das intenções de voto.

O Bloco de Esquerda é o grande vencedor desta sondagem, após ter assegurado uma subida de três pontos percentuais. Os bloquistas passaram de 8% para 11%, deixando para trás a CDU, que segundo as previsões, manteve os 8% que havia registado na sondagem de fevereiro. Há ainda 5% de votantes noutros partidos e outros 5% que tencionam votar em branco ou nulo.

As eleições legislativas têm data marcada para 6 de outubro e, apesar de António Costa ter dito que quer uma maioria “inequívoca”, admitiu não “chantagear” os portugueses para consegui-la.

ZAP //

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6 COMENTÁRIOS

  1. São estranhos estes números. O país mergulhado em greves, não há hospital que funcione minimamente bem, as novas reformas continuam por pagar… estará o povo atento ao que se passa, ou só se veem novelas? Parece impossível.

    • O que se passa hoje em Portugal é uma espécie de revolucionarismo eleitoral esquerdoide. É uma moda temporário de pensamento, até surgir uma tempestade governativa em sequência de condições nubladas de conjuntura económica. É tal o estado de graça do governo que mesmo estando a esganar instituições essenciais do país, consegue que tantos revolucionaristas de pensamento amnésico e irresponsável estejam a conceder-lhe o seu apoio eleitoral. Como resultado, um dia virá em que o cheiro do lamaçal comece a despertar consciências para a realidade em que o ilusionismo/populismo mais uma vez nos lançou. Até lá vamos vendo o filme e aguentando com preocupação.

    • José Santos, o Rui Rio fez o PSD uma cópia socialista do PS. Ninguem gosta de cópias.
      Quem é de direita nao tem nenhum partido de sistema onde votar.

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