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Diplomatas russos obrigados a deixar Coreia do Norte a empurrar vagão com malas

Um grupo de diplomatas russos e as suas famílias tiveram que deixar a Coreia do Norte de forma inusitada, saindo a pé e a empurrar um carrinho ferroviário pelos carris de comboio, com as malas e as famílias em cima.

A situação ocorreu nesta quinta-feira, 25 de Fevereiro, e envolveu 8 funcionários da Embaixada da Rússia em Pyongyang, na Coreia do Norte.

“Uma vez que as fronteiras foram fechadas há mais de um ano e o tráfego de passageiros parou, foi necessária uma longa e difícil viagem para chegar a casa”, refere uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia no Facebook.

A nota é acompanhada por fotos que mostram o vagão com malas e pessoas a ser empurrado por um homem.

O terceiro secretário do Embaixador russo, Vladislav Sorokin, foi “o principal motor” da viagem pelos carris, ao longo de cerca de um quilómetro, de acordo com o Ministério.

Os diplomatas tiveram que viajar durante “32 horas de comboio”, mais “duas horas de autocarro” para chegarem à fronteira com a Rússia. E foi então necessário fazer cerca de um quilómetro, para atravessar a ponte sobre o rio Tumannaya, a empurrar o vagão até chegar à estação fronteiriça russa Hasan.

No último ano, houve muitos diplomatas a deixarem a Coreia do Norte e Embaixadas estrangeiras a fecharem no seguimento das restrições impostas devido à pandemia de covid-19. Alguns conseguiram sair do país rumo à China.

Em Março de 2020, chegou a haver um voo que partiu rumo a Vladivostok, na Rússia, com diplomatas russos, mas também de países como Alemanha, França, Suíça, Polónia, Roménia, Mongólia e Egipto.

Oficialmente, a Coreia do Norte não tem casos de covid-19, mas ainda assim, o país impôs restrições de circulação e uma quarentena obrigatória rígida para os casos suspeitos de infecção.

  Susana Valente, ZAP //

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