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Ritmo de vacinação da UE ultrapassa o dos EUA e China. Grécia reabre turismo

Atualmente, o ritmo de vacinação da União Europeia ultrapassa o registado nos Estados Unidos da América e na China, de acordo com os dados da plataforma Our World in Data.

Os dados recolhidos pelo Público mostram que em média, a UE administrou 0,67 doses de vacinas anticovid-19 por cada 100 habitantes por dia na última semana.

Já os EUA e a China ficaram perto, 0,65 e 0,64 doses por 100 habitantes, respetivamente. Ainda assim, a UE ficou atrás do Reino Unido, que aplicou 0,73 doses por 100 habitantes.

No ranking do ritmo de vacinação na UE, Portugal está em 12.º lugar. De acordo com os mais recentes dados, mais de 30% dos portugueses já receberam pelo menos uma dose da vacina para a covid-19, com 11,59% da população totalmente vacinada.

O plano de vacinação contra a covid-19 na União Europeia, iniciado no final de Dezembro de 2020, começou com vários problemas uma vez que a 15 de janeiro, a Pfizer anunciou que iria atrasar as entregas das vacinas, devido aos trabalhos na fábrica da farmacêutica na Bélgica. Dias depois, seria a AstraZeneca a comunicar constrangimentos na distribuição de milhões de vacinas.

Contudo, as restrições e limitações foram rapidamente resolvidas com a Comissão Europeia a antecipar as entregas e negociações para anos futuros.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou em abril que está a ser gizado um acordo com a Pfizer para que sejam asseguradas 1,8 mil milhões de doses suplementares em 2022 e 2023.

Por outro lado, com um maior ritmo de vacinação está o Reino Unido, que traçou o objetivo de vacinar todos os adultos até ao final de julho.

Grécia levanta limitações de movimento

A Grécia levantou as limitações de movimento e reabriu o turismo após seis meses de confinamento, apesar dos números ainda muito elevados de infeções por covid-19, que segundo os especialistas podem provocar uma expansão da pandemia.

Para os gregos, talvez a mudança mais importante seja voltar a viajar para as suas casas de verão ou visitar os seus parentes nas aldeias, já que foi levantada a proibição de deslocação entre as regiões.

Quem pretender viajar de carro não tem de tomar medidas de segurança adicionais, embora o Governo recomende a realização de testes rápidos para o SARS-CoV-2 antes de iniciar a viagem.

Para as pessoas que viajarem para as ilhas de ferry – que podem operar com ocupação máxima de 85% – ou de avião, é obrigatório um certificado de vacinação ou um teste PCR negativo realizado 72 horas antes da viagem ou um teste rápido ou domiciliar realizado 24 horas antes ou ainda um atestado de que já teve a doença.

Outro fator essencial que muda é que passa a ser permitido o acesso a lojas não essenciais sem marcação prévia, como era obrigatório desde a reabertura das lojas no final de março.

No entanto, a limitação de apenas um cliente por 25 metros quadrados permanece inalterada, assim como os protocolos de distância e a obrigatoriedade de uso de máscara em todos os lugares.

As imagens nas ruas começaram a mudar em 3 de maio, quando os bares e restaurantes ao ar livre reabriram depois de meio ano encerrados e apenas com serviços de entrega.

Com esta abertura, o recolher obrigatório noturno também foi flexibilizado e, a partir de hoje, será ainda mais curto e vigorará das 00:30 às 05:00, o que permite que os restaurantes encerrem à meia-noite.

A partir de hoje, os museus também reabrem – os sítios arqueológicos já o fizeram no dia 22 de março.

Um dos principais objetivos do levantamento das restrições tem sido conseguir reabrir o turismo, principal motor da economia grega, uma vez que gera entre 25 e 30% do seu produto interno bruto (PIB).

No entanto, os especialistas estão preocupados porque a incidência acumulada atual do novo coronavírus na Grécia continua muito alta – quase 270 em 14 dias e 162 em sete dias por 100.000 habitantes – e a pressão sobre o precário sistema de saúde pública continua muito alta.

Nas últimas semanas, o número de novas infeções dom novo coronavírus estabilizou ligeiramente, mas continua a ultrapassar em muito os 2.000 casos por dia, num país com cerca de 11 milhões de habitantes.

Índia ultrapassa 24 milhões de infetados

A Índia ultrapassou esta sexta-feira os 24 milhões de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, numa altura em que se somam relatos de que a variante indiana do SARS-CoV-2 se tem vindo a espalhar por todo o mundo.

Segundo o especialista em doenças infecciosas da Organização Mundial da Saúde (OMS) Jairo Mendez, já foram registados casos da variante indiana B.1.617 em oito países do continente americano, incluindo no Canadá, Estados Unidos, Panamá e Argentina.

A variante indiana foi também encontrada em Singapura e no Reino Unido, onde os casos duplicaram ao longo da última semana atingindo os 1313, segundo a Public Health England.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, admitiu estar preocupado com a disseminação da variante B.1.617 no Reino Unido e acrescentou que o governo se irá reunir para decidir quais as medidas a adotar.

O aumento de casos desta variante em território britânico fez com que o governo esteja atualmente sob crescente pressão para aumentar o ritmo de vacinação contra a covid-19 em determinadas áreas críticas, com algumas autoridades locais a pressionarem para que a vacinação seja alargada aos maiores de 18 anos, avança o The Guardian.

  ZAP // Lusa

 

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