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Portugal vai ter relatório epidemiológico com critérios do Reino Unido

Manuel de Almeida / Lusa

Portugal vai apresentar um relatório da situação epidemiológica com base nos critérios usados pelo Reino Unido para tentar alterar as restrições de viagem para aquele país causadas pela covid-19.

“Nós tínhamos solicitado formalmente que o Reino Unido apresentasse o relatório sobre o qual diz basear a sua decisão e recebemos hoje [quarta-feira] resposta a esse pedido”, afirmou Augusto Santos Silva.

As autoridades portuguesas irão agora apresentar “informação relativa à evolução da situação epidemiológica portuguesa exatamente segundo os parâmetros e indicadores que o Reino Unido nos diz estar a utilizar”, explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Com esta adoção dos indicadores britânicos, o Governo espera que a próxima revisão da lista de países obrigados a quarentena pelo Reino Unido já não inclua Portugal.

“Espero que uma próxima revisão da parte das autoridades britânicas signifique, finalmente, o reconhecimento dos factos, porque, na minha opinião, não há nenhum facto que justifique que passageiros oriundos de Portugal sejam sujeitos a quarentena em Inglaterra”, afirmou.

O Reino Unido tem “procedido a revisões no sentido mais restritivo, porque incluiu, na lista desses países sujeitos a quarentena, outros que previamente não estavam”, lembrou o governante.

A próxima revisão da lista feita pelo Reino Unido só deverá ser publicada no final do mês, mas a alteração das restrições a Portugal pode acontecer antes.

“O que as autoridades britânicas têm dito é que procedem regularmente a essa revisão, mas que a qualquer momento podem fazer isso”, o que “é verdade já que impuseram quarentena a Espanha dois dias depois de terem publicado a nova lista”, lembrou.

Esta quarta-feira, Portugal também deixou de fazer parte da lista da Galiza de países e territórios cujos viajantes tinham de se registar, uma decisão publicada pela Xunta da Galiza.

“A Galiza atualizou a sua lista de recomendações aos viajantes e excluiu Portugal dessa lista”, confirmou à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, sublinhando tratar-se de “um bom exemplo“.

  ZAP // Lusa

 

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