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Reino Unido pode iniciar vacinação a 7 de dezembro. Boris promete levantar restrições em fevereiro

Neil Hall / EPA

O Reino Unido deverá aprovar o uso da vacina da Pfizer nos próximos dias e começar a vacinação na próxima segunda-feira, 7 de dezembro. Boris Johnson, primeiro-ministro do país, promete levantar restrições em fevereiro.

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De acordo com o Financial Times, está tudo pronto para a aprovação de emergência da vacina da Pfizer por parte das autoridades de saúde britânicas. Segundo o jornal, o Reino Unido será o primeiro país do Ocidente a dar “luz verde” a uma vacina contra a covid-19.

Depois da aprovação da vacina da Pfizer, a entrega das primeiras doses da vacina começará dentro de poucas horas. O início da vacinação poderá começar a 7 de dezembro.

O consórcio Pfizer e BioNTech anunciaram recentemente que a sua vacina é 95% eficaz na prevenção da covid-19. Também a empresa de biotecnologia anunciou este mês que dados provisórios indicam que a sua vacina tem uma eficácia de 94,5% na redução do risco de contrair a doença.

A Pfizer já pediu a aprovação de emergência nos Estados Unidos, que poderá ser concedida em simultâneo pelo regulador norte-americano e pelo regulador europeu.

A United Airlines já começou a operar voos fretados para transportar doses para uma distribuição mais veloz.

Boris promete fim das restrições em fevereiro

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu levantar em fevereiro as novas restrições contra a pandemia que deverão entrar em vigor na quarta-feira, segundo uma carta enviada aos contestatários divulgada este domingo.

De acordo com a agência EFE, que cita media britânicos, Boris Johnson escreveu aos deputados do seu partido que contestam o novo sistema de restrições para tentar evitar o chumbo da proposta.

Cerca de 80 deputados conservadores rejeitam o polémico plano do Governo para impor medidas restritivas às diferentes áreas do país segundo três níveis de risco (médio, alto e muito alto), tendo como base a incidência da covid-19.

A proposta vai ser discutida e votada no parlamento britânico na terça-feira.

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Segundo a carta divulgada, Boris Johnson admite até que estas medidas de combate à pandemia poderão ser suavizadas ainda durante o mês de dezembro, e que em janeiro se votará novamente a esse respeito.

Estas medidas poderão entrar em vigor depois de o Reino Unido ter sido sujeito a um confinamento quase total de quatro semanas.

Nas regiões com um nível máximo, como é o caso da cidade de Manchester, continuarão proibidos os encontros sociais (interiores e exteriores) e permanecerão encerrados todos os bares que não funcionem em regime de take-away.

No nível intermédio, que inclui cidades como Londres e Liverpool, estão proibidos encontros entre pessoas de diferentes agregados familiares, manter-se-á a limitação de seis pessoas para reuniões no exterior e fixa-se o horário de encerramento de bares e restaurantes às 23h, salvo para take-away.

Por outro lado, será permitido aos estabelecimentos servir bebidas alcoólicas quando venham acompanhadas por uma refeição “substancial” e os espetadores poderão voltar de forma limitada aos recintos desportivos e às salas de espetáculo.

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Também serviços não essenciais, como salões de cabeleireiro, poderão reabrir.

A pandemia da covid-19 provocou já 57.551 mortos no Reino Unido, em mais de 1,6 milhões de casos de infeção com o novo coronavírus, detetado há cerca de um ano, na China.

  ZAP // Lusa

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