Marta Temido admite professores e funcionários prioritários na vacinação

António Pedro Santos / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu esta terça-feira que “está a ser analisada” a possibilidade de vacinar os professores e funcionários de escolas no arranque do desconfinamento. 

Esta terça-feira à noite, numa entrevista à SIC, Marta Temido revelou que o Governo está a equacionar a hipótese de incluir professores e funcionários de escolas na primeira fase do processo de vacinação, ao abrigo do processo de desconfinamento.

“É uma hipótese que está a ser analisada, e não só em Portugal mas noutros países também”, disse a ministra da Saúde, sem avançar mais detalhes.

“Quando falamos de serviços essenciais – e a escola é um serviço essencial – poderá fazer sentido que os adultos que trabalham nesses locais tenham uma vacinação diferenciada”, reforçou, acrescentando que, no caso dos professores e funcionários, não se terá em conta o critério do risco de saúde de cada profissional.

À semelhança do que tem vindo a ser adiantado, antes de se saber o conteúdo do plano de desconfinamento, a governante confirmou que os alunos mais novos serão os primeiros a regressar às escolas. “Da mesma forma que as escolas foram o espaço que mais procuramos proteger, serão também as escolas a nossa principal preocupação assim que possamos fazer um reabertura”, afirmou.

Em relação a medidas de proteção, Temido disse que “quando vemos o que são os processos de desconfinamento, há uma presença muito intensa de duas realidades: as medidas de barreira [máscaras] e, sobretudo, novas medidas como vacinação e testagem”

Na mesma entrevista, a ministra da Saúde adiantou que o Governo continua comprometido com a meta de vacinar 70% da população até ao final do verão e que, no segundo semestre do ano, é esperada a chegada da vacina da Johnson & Johnson, uma vacina de vetor viral de toma única.

Quanto à vacina russa Sputnik V, a governante disse que a possibilidade de administrar esta vacina “não está completamente colocada de parte“, revelando que “há conversas em curso” para avançar ao nível da União Europeia.

No que respeita à testagem, Marta Temido não se compromete com o objetivo do Governo, para a fase de desconfinamento, de realizar 100 mil testes diários. No melhor dia, Portugal realizou 77 mil testes.

“O objetivo é elevar o número de testes por dia em função dos rastreios para determinados focos, mas não há um número mágico. Não tenho noção do número que quero atingir, tenho noção do universo que quero cobrir“, declarou.

Liliana Malainho, ZAP //

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6 COMENTÁRIOS

  1. Pessoalmente não concordo. Então e as cabeleireiras que estão muito mais próximas dos clientes do que os professores dos alunos? E os padeiros, pasteleiros e cozinheiros que lidam diretamente com os produtos que vamos ingerir? Não concordo.

  2. BOa TArde, em relação ao facto de a ministra “…revelou que o Governo está a equacionar a hipótese de incluir professores e funcionários de escolas na primeira fase do processo de vacinação, ao abrigo do processo de desconfinamento…É uma hipótese que está a ser analisada, e não só em Portugal mas noutros países também”, disse não corresponde à verdade, sendo professor e estando envolvido em projetos internacionais, tenho contatado com vários colegas europeus e posso adiantar que em Itália e Espanha o plano de vacinação de professores está em marcha já desde finais de Fevereiro, pelo menos.

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