Portugal obrigado a dar 853 milhões por ano para salvar bancos europeus

O Estado português está forçado a contribuir com 853 milhões de euros para o novo Fundo Único de Resolução que visa salvar os bancos europeus em dificuldades financeiras. Um valor a ser pago neste ano e, em igual montante, também no próximo.

Os dados são avançados pelo Dinheiro Vivo, que nota que este “megafundo europeu“, que só foi constituído no início deste ano, tem ainda pouco dinheiro de reserva. Assim, exige aos países-membros da União Europeia o seu contributo para o confortarem.

O Fundo Único de Resolução (FUR) surgiu no âmbito da ideia do chamado bail in” (ou resgate interno) e que tem por princípio a lógica de que “as crises bancárias devem ser pagas pela própria banca”, conforme sustenta o Dinheiro Vivo.

Contudo, os bancos alegam não ter fundos suficientes para confortar o FUR com os valores necessários. Deste modo, é necessária a intervenção dos Estados e dos fundos públicos.

O FUR tem actualmente, 10,8 mil milhões de euros em dinheiro, de acordo com dados de uma fonte oficial da instituição citados pelo Dinheiro Vivo.

Até Setembro passado, os bancos portugueses já adiantaram ao FUR 144,5 milhões de euros, segundo a mesma fonte. Esta verba foi recolhida através do Fundo de Resolução nacional, gerido pelo Banco de Portugal, e enviada depois para o Fundo europeu.

Mas este valor respeita apenas, a “1% do total” da contribuição de Portugal, afiança-se no Dinheiro Vivo.

Assim, o Estado terá que emprestar ao FUR 853 milhões de euros este ano e outro tanto em 2017.

Os valores estão inscritos no Orçamento de Estado para 2017 e entram em jogo nas contas do défice.

O Estado já foi forçado a entrar com um empréstimo de 3,9 mil milhões de euros para o Fundo de Resolução nacional.

O FUR tem como objectivo recolher 55 mil milhões de euros até 2023. Mas teme-se que a parca “almofada” recolhida até agora possa vir a ser usada mais depressa do que se desejaria, perante as difíceis situações financeiras do banco alemão Deutsche Bank e do banco italiano Monte dei Paschi di Siena.

ZAP

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10 COMENTÁRIOS

    • A Primeira e a Segunda também iam acabar com muita coisa e foi o que se viu. Cada vez pior. Séculos e séculos de opressão e violência e com as novas tecnologias isto vai tornar-se verdadeiramente insuportável.

  1. Quando há ganhos distribuem pelos accionistas, pagam chorudos salários e sugam os clientes com comissões.
    Quando há prejuizos continua a mamadeira mas quem sutenta a farra são os contrbuintes e os pps clientes a quem não duvidam em tirar a casa se não paga a prestação.

  2. Verdade mesmo….quando há lucros os accionistas recebem…quando existe prejuizo o povo que suporte. Talvez estejamos melhor fora da UE. Estamos mais a ser prejudicados que beneficiados….

  3. E porque não começar por averiguar e responsabilizar quem cometeu os erros. A Banca só perde por Fraudes e Corrupção…

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