Covid-19. Portugal guarda vacinas para garantir que a segunda dose é dada a tempo

José Coelho / Lusa

António Sarmento, a primeira pessoa a ser vacinada contra a covid-19 em Portugal

Em dezembro, Portugal recebeu 79.950 doses da vacina contra a covid-19, mas só foram administradas 32 mil doses até esta terça-feira. O motivo está relacionado com a necessidade de garantir que existam vacinas suficientes para assegurar a segunda toma.

A notícia é avançada esta quarta-feira pelo jornal Público, que cita o coordenador do plano de vacinação contra a covid-19. “A razão [para essa diferença de números] é a [necessidade] de guardar doses para a segunda toma, que está a ser precavida desde o primeiro dia”, garantiu Francisco Ramos.

O responsável adiantou que, do segundo lote de 70.200 doses, cerca de 20 mil foram endereçadas aos Açores e à Madeira. Das que ainda não foram administradas, sairá grande parte das segundas doses para os que já foram imunizados.

A vacina da Pfizer requer que a segunda dose seja administrada num intervalo de tempo entre os 19 e 42 dias, para que a imunização possa chegar ao patamar dos 95%.

Esta segunda-feira, chegou a Portugal mais um lote de 79.950 vacinas da Pfizer-BioNTech, a primeira de quatro tranches para janeiro. Se não existirem constrangimentos, chegam ao país, este mês, 319.800 doses.

Para o primeiro trimestre, estão garantidas um total de 1,2 milhões de vacinas da Pfizer, a única fabricante que já recebeu “luz verde” da Agência Europeia do Medicamento.

“O valor de 1,2 milhões de doses são as únicas que estão neste momento garantidas, as da Pfizer. A juntar a essas, existem mais cerca de 260 mil da Moderna e ainda 1,4 milhões da AstraZeneca. No plano inicial estavam previstas 1,5 milhões de doses da Pfizer, mas existiu uma redução de cerca de 300 mil”, explicou Francisco Ramos.

Reino Unido alarga intervalo entre as duas tomas

O Reino Unido anunciou que vai alargar até 12 semanas o intervalo entre as duas tomas da vacina contra a covid-19, com o objetivo de imunizar o maior número possível de pessoas.

A OMS admitiu que a segunda dose pode ser atrasada “em circunstâncias excepcionais”, uma posição não recomendada pela Agência Europeia do Medicamento, que considera que o intervalo entre as duas doses não deverá ultrapassar os 42 dias (seis semanas).

Esta terça-feira, em conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que não há, até ao momento, qualquer alteração relativamente ao intervalo de vacinação em Portugal, que respeita o período previsto nos ensaios clínicos da Pfizer. Francisco Ramos também adiantou ao matutino não ter conhecimento de qualquer plano de alteração ao programa de vacinação para a covid-19.

ZAP //

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