Portugal comprou mais de meio milhão de máscaras sem garantia de qualidade

José Coelho / Lusa

Hospitais, autarquias, a Marinha e a Direção-Geral da Saúde (DGS) foram algumas das instituições que compraram máscaras sem garantia de qualidade.

Com a pandemia de covid-19 a irromper pelo mundo, foi necessário tomar medidas de contenção para evitar a disseminação do novo coronavírus. O uso normalizado de máscara de proteção individual foi uma dessas medidas. Como tal, os países precisaram de reforçar os seus stocks para saciar as necessidades da população.

De acordo com o Público, a necessidade fez com que muitas instituições adquirissem máscaras falsas e com fraca qualidade ou não verificada, embora acreditassem que estavam a comprar equipamento fidedigno.

Segundo dados fornecidos pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) já foram apreendidas 627 mil máscaras FFP por não obedecerem “aos requisitos de normalização”.

O matutino reporta vários casos em que máscaras foram vendidas à administração pública usando certificados que pouco dizem sobre a sua qualidade. De 50 contratos públicos de aquisição de máscaras FFP2 e FFP3 analisados, 28 deles tinham pelo menos um documento que não foi atribuído por um organismo legalmente capacitado. Hospitais, autarquias, a Marinha e a Direção-Geral da Saúde (DGS) são algumas das instituições visadas.

“Tenho que lhe confessar: vi ali coisas que são para tapar os olhos a quem não está atento ou não tem preparação suficiente para analisar algo deste tipo com sentido crítico…”, disse o diretor-geral do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve), Braz Costa, ao analisar os documentos recolhidos pelo Público.

Nesta altura, não é obrigatório que o equipamento tenha a indicação CE, que garante o cumprimento das normas europeias. No entanto, vendedores e compradores têm de assegurar a qualidade das máscaras.

Pela Europa começaram a surgir empresas que atribuem certificados de origem duvidosa, como por exemplo a Ente Certificazione Macchine (ECM), empresa italiana que cobra 20 mil euros aos fabricantes para atribuir certificados CE, embora não seja capacitada para o fazer.

A ECM está capacitada para atribuir certificados válidos a máquinas industriais, equipamentos de rádio e alguns dispositivos médicos, mas não a equipamento de proteção individual.

ZAP //

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