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Estado de guerra em Pequim. Já há mais de 100 casos identificados (e situação é “extremamente grave”)

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou esta segunda-feira que o novo surto de covid-19 na China já tem mais de cem casos, acrescentando esperar que as autoridades de Pequim divulguem assim que possível a sequência genética do vírus detetado. A capital chinesa decretou “estado de guerra”.

“Mais de 100 casos foram confirmados. A origem e dimensão do surto estão a ser investigados”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, em conferência de imprensa na sede da organização, em Genebra.

O diretor do programa de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan, afirmou que aquela agência das Nações Unidas tem estado em “contacto próximo” com os colegas na China e espera que o país partilhe publicamente a sequência genética do vírus detetado no surto, que marca um ressurgimento da covid-19 no país onde começou, depois de cerca de 50 dias sem novos casos não importados.

O governo municipal decretou “estado de guerra” para interromper este novo surto, depois de nos últimos dias se terem somado 106 novos casos, levando ao encerramento de serviços não essenciais e à realização de dezenas de milhares de testes de despistagem.

Um porta-voz da capital chinesa admitiu, esta terça-feira, que a situação epidémica em Pequim é “extremamente grave”. Pequim está numa “corrida contra o tempo”, disse o porta-voz, Xu Hejian, em conferência de imprensa. A capital “terá de estar sempre um passo à frente da epidemia e tomar as medidas mais rigorosas, decisivas e determinadas”.

Mais de 100 mil funcionários estão encarregados de supervisionar 7.120 comunidades próximas do mercado de Xifandi. Mais de 20 bairros foram colocados sob quarentena, para impedir a disseminação do patógeno entre os 20 milhões de habitantes de Pequim.

Todos os funcionários e aqueles que mantiveram contacto próximo com casos confirmados ou com o mercado de Xifandi devem permanecer em casa e fazer um teste num dos centros designados em Pequim.

O mercado de Xifandi abrange uma área de 112 hectares, tem 1.500 funcionários e mais de quatro mil bancas.

Só no domingo, 76.499 pessoas foram testadas, entre as quais 59 deram positivo para o novo coronavírus, disse na segunda-feira o porta-voz da Comissão Municipal de Saúde de Pequim, Gao Xiaojun.

Além dos 27 casos detetados na capital, a China registou cinco infeções de transmissão local: quatro ocorreram na província de Hebei, adjacente a Pequim, e uma na província de Sichuan, no sudoeste do país. O país registou ainda oito casos oriundos do exterior distribuídos pelas províncias de Guangdong e Liaoning, a região autónoma da Mongólia Interior, e a cidade de Xangai.

A Comissão de Saúde da China não relatou novas mortes em todo o país. O número de casos ativos fixou-se em 210, entre os quais cinco em estado grave.

De acordo com os dados oficiais, desde o início da pandemia, a China registou 83.221 infetados e 4.634 mortos, devido à covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A pandemia de covid-19 já provocou mais de 435 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

  ZAP // Lusa

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