PCP recusa segurar Governo. “Está nas mãos do PS impedir que caia”

António Cotrim / Lusa

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista (PCP), explicou o caminho que o partido vai seguir na análise do orçamento retificativo, dizendo mesmo que o PCP não vai segurar o Governo.

Em entrevista ao Diário de Notícias, Jerónimo de Sousa disse que a a demissão do Governo não é uma questão que se coloca agora. Porém, se um ficar dependente do PCP e o partido não concordar com as políticas do Executivo de António Costa, os comunistas não irão segurar o Governo.

“Consideramos que essa não é a questão agora – a demissão do governo -, mas se o governo do PS enveredar por essa política de retrocesso, que se manifestou nos PEC e no pacto de agressão, nós não acompanharemos o Partido Socialista“, respondeu o secretário-geral do PCP quando questionado se o partido fará o mesmo que fez em 2011, aquando da votação do PECIV que levou à queda do governo de José Sócrates.

Em causa está a discussão para o Orçamento do Estado para 2021 que irá iniciar em julho. Jerónimo de Sousa disse que vai avaliar “cada medida” e que o PCP determinará a sua “posição de voto independentemente do destino do Governo“.

Jerónimo de Sousa demarca-se, assim, de uma responsabilidade de segurar o Governo. “Está nas mãos do Partido Socialista impedir que o governo caia”, disse, citado pelo DN.

Para Jerónimo, a afirmação de Costa de recusa de impor austeridade foi “importante”, mas “falta a prova” e os sinais não o demonstram.

“O que estes quatro anos demonstraram é que quanto mais valorizados forem os trabalhadores, o seu trabalho, os seus direitos, melhor para a nossa economia. A vida provou-o, não sou eu que estou a inventar”, afirmou Jerónimo, que se mostra crítico do aproveitamento que diz que as empresas fizeram de medidas como o lay-off. “Tenho grande dificuldade em compreender que cerca de 500 empresas, tendo tido lucros fabulosos, queiram prolongar o lay-off. Isto não pode ser um processo que continue meses sem fim”.

Na entrevista ao DN, o líder do PCP admite que foi o comportamento das grandes empresas foi o que levou os comunistas a oporem-se ao estado de emergência. “Por isso é que nós considerámos o estado de emergência como um exagero. O estado de emergência serviu, não para salvaguardar a saúde dos portugueses, mas para transformar a dificuldade numa oportunidade para muitos”.

ZAP //

 

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