OMS quer nova missão à China para descobrir origem animal do vírus

unisgeneva / Flickr

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer organizar uma nova missão à China para descobrir a origem animal do novo coronavírus responsável pela pandemia de covid-19, afirmou uma responsável da agência das Nações Unidas.

A diretora do programa de doenças emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou esta quarta-feira, numa conferência de imprensa em Genebra, que a os técnicos da organização estão a discutir com os seus pares na China a realização de “uma missão futura, que teria um foco mais académico”.

O objetivo é “procurar a origem zoonótica do surto”, ou seja, descobrir qual foi o animal responsável pela passagem do novo coronavírus para humanos.

“A importância em termos de saúde pública é crítica, porque sem saber a origem animal, é difícil evitar que aconteça outra vez. É algo que acontece com todos os agentes patogénicos emergentes, a maior parte dos quais tem origem animal”, afirmou.

Numa futura missão, os peritos da OMS procurarão perceber que exposições a diferentes animais aconteceram para poder rastrear a origem do novo coronavírus. “É algo em que estamos atualmente a trabalhar. Oferecemos [à China] o nosso apoio e temos vontade que aconteça”, referiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 257 mil mortos e infetou quase 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.089 pessoas das 26.182 confirmadas como infetadas, e há 2.076 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

“Risco de voltarmos ao confinamento é muito real”

Também esta quarta-feira, Tedros Adhanom alertou que o “risco de voltarmos ao confinamento é muito real” se os países não tiverem cuidado com as fases de reabertura social e económica. Este risco existe, sobretudo, “se os países não conseguirem gerir com cuidado a transição e se não o fizerem por fases“.

Segundo a Renascença, o diretor-geral da OMS voltou a admitir uma nova onda de casos e reforçou o apelo de que “devemos estar preparados, porque agora temos a oportunidade de fortalecer os sistemas de saúde”.

“Devemos investir agora para podermos salvar vidas depois”, rematou.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Não quero acusar nada nem ninguèm, apenas gostaria tal como muitos cidadãos, de saber o que realmente se passou,no mínimo o mundo tem o direito a saber o que de facto se passou.Eu sou apologista do diálogo, da paz e que todos devemos estar unidos,contudo a verdade deve ser divulgada sem rodeios, a transparência é fundamental num mundo que se quer democrático e justo.

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