Novo regime de reformas antecipadas foi publicado (e há duas novidades)

O novo regime de reformas antecipadas que cria a idade pessoal de reforma e elimina o corte pelo fator de sustentabilidade foi publicado esta quinta-feira em Diário da República.

O novo regime de reformas antecipadas entra em vigor a 1 de janeiro e traz duas novidades: a idade pessoal de acesso à pensão de velhice e o fim do corte pelo fator de sustentabilidade nas pensões antecipadas pedidas por quem cumpre determinados requisitos, avança o Público.

A idade da reforma vai continuar a aumentar em função da esperança média de vida. Apesar disso, o Governo introduz no Decreto-lei 119/2018 o conceito de “idade pessoal de acesso à pensão”, que permite que alguns trabalhadores saiam do mercado de trabalho antes dos 65 anos com direito a uma pensão completa.

A idade pessoal de acesso à pensão permite a redução da idade em quatro meses por cada ano de descontos além dos 40 anos, sem a limitação até agora imposta na lei aos 65 anos de idade. Assim, um trabalhador com 45 anos de descontos poderia reformar-se aos 64 anos e oito meses, ou seja, 20 meses antes da idade normal.

Além disso, as regras da reforma antecipada mudam no próximo ano. Assim, para poder beneficiar do fim do fator de sustentabilidade (quem em 2019 retira 14,67% às pensões antecipadas), as pessoas têm de cumprir o requisito de terem, pelo menos, 60 anos e, enquanto tiverem essa idade, completarem 40 de descontos.

De acordo com o diário, o novo regime produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2019 para os beneficiários com 63 ou mais anos de idade, cujas pensões tenham data de início a partir daquele dia. A partir de 1 de Outubro serão abrangidos os beneficiários com 60 ou mais anos de idade, cujas pensões tenham data de início a partir daquele dia.

O acesso à reforma antecipada continuará a ser permitido a quem tem 60 anos de idade e 40 de contribuições (sem exigir que a condição seja simultânea). No entanto, quem pedir a reforma ao abrigo deste regime terá um corte na pensão por via do fator de sustentabilidade e da penalização de 0,5% por cada mês que falte para a idade normal da reforma.

ZAP //

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6 COMENTÁRIOS

  1. Para quando o corte nas pensões principescas destes pulhiticos da treta? A sustentabilidade da SS, passa sem qualquer sombra de dúvida por aí.

  2. como é que os jovens podem ter emprego se cada dia que passa aumentam a idade de reforma?
    uma pessoa nao se reforma porque perde dinheiro e assim vai ate cair para o lado e chamar-se a funerária.
    depois ainda apregoam terem beneficios fiscais para os jovens que “fugiram” do pais por causa da crise.
    se eles vierem para ca, nao vao ter um grande leque de emprego, depois com certeza vao ganhao o ordenado minimo, logo quem ganha o ordenado minimo está isento de pagar irs, logo o governo nao da nada
    os jovens que estao la fora devem primeiro ver se compensa ou nao virem para portugal trabalhar (visto que vao ganhar muito menos do que ganham)se eu fosse um desses jovens, podiam ter a certeza que nunca mais ca punha os pes nem o dinheiro

  3. O mundo está louco, somos governados a nível global por pervertidos/incapazes/vigaristas/ mentirosos e toda a horda de qualificáveis.

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