Na Suíça, os jovens vão poder voltar a cantar. Nos EUA, teme-se o impacto da variante britânica

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Ministro da Saúde da Suíça, Alain Berset

A Suíça vai avançar com a primeira fase de um plano de desconfinamento cauteloso. Nos Estados Unidos, a variante britânica preocupa.

Depois de a Suíça ter proibido o canto em dezembro do ano passado, os jovens vão poder voltar a cantar em coros a partir de segunda-feira. A medida faz parte da primeira fase do desconfinamento do país, anunciado pelo Governo na quarta-feira.

Além do canto, o Executivo suíço vai permitir o retomar das atividades desportivas e culturais para menores de 20 anos e planeia reabrir lojas, museus e bibliotecas. O Público avança ainda que o Governo está também a ponderar permitir encontros ao ar livre de até 15 pessoas.

“Estamos convencidos de que uma abertura não é apenas razoável, mas também desejável e importante”, disse Alain Berset, ministro da Saúde, em conferência de imprensa. A próxima fase de reabertura está prevista para 22 de março.

As autoridades de saúde contam mais de 552.000 casos de covid-19 e mais de 9.200 mortes na Suíça e no vizinho Liechtenstein desde que a pandemia começou, em fevereiro do ano passado.

Nos Estados Unidos, a variante britânica começa a causar alarme. Michael Osterholm, especialista em epidemiologia que fez parte da equipa de conselheiros de Joe Biden, disse recentemente que se a variante britânica se tornar dominante no país, poderá causar em abril uma terceira onda de infeções.

“A vaga que provavelmente ocorrerá por causa desta nova variante inglesa deve começar nas próximas seis a 14 semanas”, disse, em declarações à NBC News. Se isso acontecer, “podemos assistir a algo nunca antes visto neste país”.

O responsável salientou que esta variante tem a “a capacidade de causar mais infeções e sintomas mais graves” e reforçou a importância de o programa de vacinação norte-americano não só garantir a segunda toma a todos os que já tiveram a primeira, mas também da aceleração do processo de administração das primeiras doses.

Na Itália, as autoridade insistem que ainda não é conveniente levantar restrições, depois de ter registado 16.424 novos casos de covid-19 e 318 mortes devido à doença esta quarta-feira. Com estes números, o total no país é de 2.848.564 desde que começou a emergência sanitária há um ano.

O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, afirmou, na quarta-feira, que “não há condições epidemiológicas para diminuir as medidas de combate à pandemia” e destacou que noutros países europeus foram decretados confinamentos estritos.

Neste momento, as regiões de Emília-Romanha, Ligúria, Toscana e as províncias autónomas de Bolzano e Trentino, no norte, Campânia e Molise, no sul, e Abruzzo e Úmbria, no centro, estão na zona “laranja”, de risco intermédio. O resto do país permanece listado como “amarelo”, de baixo risco”, enquanto nenhuma região está na zona “vermelha”, de alto risco.

A região nortenha da Lombardia, onde há um ano foi confirmado o primeiro contágio local, não importado, da Europa, é particularmente preocupante. As UCI da região estão em “estado de alerta máximo” devido ao aumento das hospitalizações, alertou hoje o chefe desse departamento do hospital Sacco de Milán, Emanuele Catena.

“Nas UCI da Lombardia temos mais de 400 hospitalizados, 150 na última semana. É um número bastante preocupante”, afirmou Catena à cadeia televisiva Sky TG24.

O presidente da região, Attilio Fontana, aumentou as limitações na província de Brescia, em sete municípios de Bérgamo e outro em Cremona, devido ao rápido aumento das infeções por covid-19 e, especialmente, pelas variantes.

  Liliana Malainho, ZAP // Lusa

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