“Coletes amarelos” chegaram ao Canadá. Protestam contra imposto sobre o carbono

Sebastien Nogier / EPA

No meio das preocupações crescentes com o mercado doméstico de petróleo do Canadá, protestos surgiram em partes do oeste do país, onde alguns manifestantes usaram coletes amarelos, inspirados no movimento francês.

Como os franceses, os manifestantes organizaram-se em páginas do Facebook e concentraram a sua fúria num imposto federal sobre carbono, mas as queixas incluem também projetos de gasodutos paralisados, demissões do setor petrolífero e as políticas liberais de asilo do governo.

O Canadá, quarto maior exportador de petróleo do mundo, foi duramente atingido por uma recente queda nos preços do petróleo e pela falta de oleodutos para transportar o petróleo bruto para os mercados, de acordo com o The Guardian.

Algumas empresas começaram a demitir trabalhadores, provocando receio de perdas de empregos potencialmente generalizadas na província rica em petróleo de Alberta, onde pelo menos 40 mil empregos foram perdidos durante o último crash do mercado de petróleo em 2014.

Na quarta-feira, um comboio de mais de mil camiões ​​em Alberta passou pela cidade de Nisku, numa demonstração de apoio ao setor de energia. “Estamos em extrema necessidade. Muitas pessoas que perderam as suas casas e perderam as suas famílias “, disse Chad Miller, fundador da Oilfield Dads, um grupo que ajudou a organizar uma manifestação separada de mais de 1.500 pessoas.

Embora os preços globais do petróleo se tenham recuperado no último ano, o custo do petróleo permaneceu baixo devido ao excesso de oferta. O governo de Alberta disse que a diferença de preços está a custar à economia cerca de 59 milhões de dólares por dia nas receitas.

 

O protesto de domingo foi motivado pela revolta com as políticas federais de energia – incluindo o oleoduto Trans Mountain e a implementação de um imposto federal sobre o carbono como parte da estratégia das alterações climáticas do governo.

As discussões visam também a aprovação de um novo projeto destinado a promover a cooperação para garantir a migração segura entre os estados.

Alguns usavam coletes amarelos: roupas de segurança padrão dos trabalhadores nos campos, mas também o símbolo dos protestos franceses que começaram a revoltar-se com um imposto ambiental sobre combustível e se transformaram num movimento contra os baixos rendimentos e desigualdade.

 

O movimento francês está a ter impacto em vários outros locais do mundo. No Egito, as autoridades restringiram a venda de coletes amarelos com medo que a população replicasse o movimento. Já em Israel e em Portugal também já houve protestos, no quais os manifestantes envergavam coletes amarelos.

 

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