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Ministro da Saúde do Brasil infetado com covid-19

palaciodoplanalto / Flickr

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde do Brasil

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde brasileiro, está infetado. Também esta quarta-feira, o governante foi admoestado por Jair Bolsonaro, que negou haver intenção do Brasil comprar 46 milhões de doses de vacina chinesa.

O ministro da Saúde do Brasil, Eduardo Pazuello, está infetado pelo novo coronavírus, confirmou esta quarta-feira à Lusa a assessoria de comunicação da tutela.

O Ministério da Saúde brasileiro não deu mais pormenores sobre o estado de saúde de Pazuello, que é general do Exército e ocupa a pasta desde maio, quando substituiu o ministro anterior, Nelson Teich.

Nesta quarta-feira, Pazuello tornou-se alvo de críticas do Presidente, Jair Bolsonaro, que desautorizou uma declaração sobre a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, uma vacina contra a covid-19 em fase 3 de desenvolvimento que é testada no Brasil desde julho, numa parceria entre o laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan.

Numa declaração realizada esta quarta-feira, o Ministério da Saúde brasileiro frisou que a declaração do ministro sobre a possível aquisição de doses da Coronavac foi mal interpretada, reiterando que o Brasil não a deverá comprar.

“Houve uma interpretação equivocada da fala do ministro da Saúde, em momento algum a vacina [Coronavac] foi aprovada pela pasta, pois qualquer vacina depende de análise técnica e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa], depende também da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos [Semed] e da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde [Conitec]”, disse Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde do Brasil.

Não há intenção de compra de vacinas chinesas. A premissa para a aquisição de qualquer vacina prima pela segurança e pela eficácia, ambos conforme a aprovação da Anvisa, produção em escala e preço justo”, acrescentou o técnico do Governo brasileiro.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (mais de 5,2 milhões de casos e 154.837 óbitos), depois dos Estados Unidos.

  ZAP // Lusa

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